O que são os Acordos de Isaac, a primeira promessa de Flávio Bolsonaro para 2027?

Iniciativa diplomática anunciada em 2025 tem por objetivo fortalecer laços entre Israel e países da América Latina

30/01/2026 às 10h32
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Flávio Bolsonaro - Reprodução: Saulo Cruz/Agência Senado
Flávio Bolsonaro - Reprodução: Saulo Cruz/Agência Senado

A pauta diplomática dos irmãos Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou um novo norte estratégico: os Acordos de Isaac. A dupla desembarcou em Israel nesta semana, atendendo a um chamado da gestão de Benjamin Netanyahu para atuar como emissários do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), reforçando os laços ideológicos e políticos com a nação judaica.

Em Jerusalém, os parlamentares foram recebidos pelo premiê israelense. Flávio, inclusive, ocupou a tribuna na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo na terça-feira (27), onde defendeu uma coalizão global situada na “linha de frente contra a barbárie”.

“O Brasil não pode se calar, precisa escolher um lado nesta luta global. Israel se posiciona na linha de frente contra a barbárie. Brasil precisa estar com Israel, com a população judaica e democracias que enfrentam o terrorismo sem desculpas. A história está assistindo, e ela não perdoa quem permanece calado. O próximo presidente do Brasil não será persona non grata em Israel”, enfatizou o senador em sua fala.

O Que São os Acordos de Isaac?

Durante o evento, o candidato à Presidência 2026 projetou um cenário para janeiro de 2027: a assinatura formal desse pacto, condicionada a uma vitória da oposição sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo pleito presidencial.

Lançada em 2025, a medida busca estreitar a cooperação entre Israel e as nações latino-americanas. O projeto é uma evolução direta dos “Acordos de Abraão” de 2020. Enquanto o tratado anterior focou na paz com nações árabes (como Bahrein e Emirados Árabes Unidos), o novo nome homenageia o patriarca Isaque, filho de Abraão, simbolizando a continuidade dessa rede de alianças.

A semente dos Acordos de Isaac foi plantada pela The Genesis Prize Foundation (GPF). A ideia surgiu logo após a entrega do Prêmio Genesis — o chamado "Nobel Judaico" — ao líder argentino Javier Milei, laureado “por seu incontestável apoio a Israel durante um de seus maiores momento de dificuldade desde a fundação do Estado Judeu”.

Um levantamento da GPF expôs a fragmentação política no continente em relação ao Oriente Médio:

  • Posicionamento Rígido: Argentina, Equador e Paraguai são os únicos países da região que classificam oficialmente o Hamas e o Hezbollah como grupos terroristas.

  • Posicionamento do Brasil: Sob a atual gestão, o governo brasileiro declinou dessa classificação no estudo, mantendo-se fora do bloco de apoio irrestrito defendido pelos Bolsonaro.

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