Eleições 2026: entenda por que o Senado virou foco eleitoral para direita e esquerda

Renovação de dois terços das cadeiras em 2026 faz aliados de Lula e Bolsonaro mirarem maioria para influenciar STF, governabilidade e comando do Congresso

31/01/2026 às 14h50 Atualizada em 31/01/2026 às 14h51
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: Senado Federal
Foto: Senado Federal

Segundo análise do jornalista Kevin Lima, do Metrópoles, as eleições para o Senado despontam, entre dirigentes partidários, como uma das disputas mais estratégicas do próximo ciclo eleitoral, ao lado da corrida presidencial. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) intensificaram articulações para ampliar suas bancadas na Casa, considerada decisiva para o equilíbrio entre os Poderes e a governabilidade do próximo governo.

Em outubro, eleitores dos 26 estados e do Distrito Federal escolherão 54 senadores, dois por unidade da federação, o que representa a renovação de dois terços do Senado. Parlamentares avaliam que o peso da eleição vai além da composição numérica e impacta diretamente pautas sensíveis, como a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a sabatina de indicações feitas pelo presidente da República.

No PT, a avaliação é de que o Senado tem sido mais previsível do que a Câmara dos Deputados no terceiro mandato de Lula, funcionando como um pilar de sustentação do governo. Dirigentes defendem que ampliar a bancada é essencial para reduzir obstáculos legislativos em um eventual quarto mandato. Em resolução interna, a sigla definiu a Casa como prioridade e apontou “urgência” em alterar a correlação de forças no Congresso.

Já no campo bolsonarista, a leitura é de que uma bancada robusta pode garantir maioria interna e abrir caminho para pautas hoje travadas, além de fortalecer uma candidatura própria ao comando do Senado. Antes de ser preso, Bolsonaro chegou a afirmar que conquistar 41 cadeiras permitiria ao grupo “mandar mais do que o próprio presidente da República”. O PL tem buscado alianças estaduais para montar chapas competitivas e reduzir rejeição eleitoral.

Com sistema majoritário e mandatos de oito anos, os senadores eleitos em 2026 tomarão posse em fevereiro de 2027 e se juntarão aos 27 parlamentares que ainda terão quatro anos de mandato. O resultado da disputa deve redesenhar o peso político da Casa Alta e influenciar diretamente os rumos do próximo governo e da relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

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