CPMI do INSS: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve prestar depoimento nesta semana

Também estão programados os depoimentos do presidente do instituto, Gilberto Waller Jr., e do presidente do BMG, Luiz Félix Cardamone Neto

02/02/2026 às 11h29
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Daniel Vorcaro - Reprodução: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo
Daniel Vorcaro - Reprodução: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga desvios financeiros envolvendo segurados da Previdência Social será retomada nos próximos dias. O ponto alto da agenda é o aguardado depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, agendada para o período matutino desta quinta-feira (5).

Embora o convite tenha sido formalizado, existe a possibilidade de os advogados do empresário recorrerem à Suprema Corte para obter um salvo-conduto, permitindo sua ausência ou o direito ao silêncio perante o Congresso. Tal manobra jurídica ecoa táticas frequentemente utilizadas por investigados em etapas anteriores da investigação.

Além do banqueiro, o cronograma inclui os depoimentos de figuras centrais do setor:

  • Gilberto Waller Júnior: Atual presidente do INSS.

  • Luiz Félix Cardamone Neto: Liderança máxima do Banco BMG.

O parlamentar Duarte Jr. (PSB-MA), proponente do interrogatório de Vorcaro, manifestou sua torcida para que o Judiciário não blinde o executivo.

"A gente espera que o Supremo não tire o direito que a CPI tem de investigar", pontuou o deputado.

Uma questão técnica paira sobre a comissão: o pedido ao ministro Dias Toffoli para o retorno de dossiês sigilosos sobre o Master. Após uma determinação judicial no encerramento de 2025, tais evidências foram removidas do acervo digital da CPI e entregues à custódia da presidência do Senado, sob comando de Davi Alcolumbre (União-AP).

Em 2026, o alvo principal dos congressistas são as anomalias em empréstimos consignados. O interesse em Vorcaro reside no alto volume de queixas registradas na Senacon, onde sua instituição desponta negativamente no ranking de satisfação do consumidor devido a práticas de crédito questionáveis.

Vale recordar que o dono do Master foi detido na Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal em novembro passado. A força-tarefa apura delitos financeiros e inconsistências na transação entre sua instituição e o Banco de Brasília (BRB). Embora a prisão preventiva tenha sido suspensa, o executivo permanece sob vigilância estatal, fazendo uso de monitoramento eletrônico.

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