Após acusação de assédio, defesa de Ministro do STJ diz que aguarda “momento oportuno para apresentar provas”

Defesa pede calma diante da repercussão, cita respeito ao processo legal e afirma que resposta virá no tempo adequado enquanto caso envolvendo jovem de 18 anos avança no CNJ

06/02/2026 às 14h14 Atualizada em 06/02/2026 às 15h12
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: Gustavo Lima | STJ
Foto: Gustavo Lima | STJ

Em nota divulgada pelo portal Metrópoles, a defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi se manifestou após a acusação de assédio sexual vir à tona e declarou que aguarda o “momento oportuno para apresentar provas”. Em nota encaminhada à imprensa, os advogados pediram cautela diante da repercussão e reforçaram que não é “demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal”, indicando que a estratégia será adotada no curso das investigações.

O caso ganhou projeção depois que uma jovem de 18 anos prestou depoimento ao Conselho Nacional de Justiça. Segundo o relato, ela é filha de um casal próximo do magistrado e estava hospedada com a família na casa dele, em Balneário Camboriú, durante as férias. A situação narrada teria ocorrido em 9 de janeiro, quando todos estavam na praia e ela entrou no mar para nadar.

De acordo com a versão apresentada, o ministro também estava na água e teria tentado agarrá-la por três vezes, episódio que a deixou em desespero. A jovem afirmou ter conseguido se desvencilhar e corrido para a areia, onde contou aos pais o ocorrido. O casal deixou o local imediatamente e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência.

Enquanto o caso segue sob análise das autoridades, a defesa reforça que a manifestação completa virá posteriormente e que a posição oficial será sustentada por provas. O ministro encontra-se internado em um hospital de Brasília, e o episódio já mobiliza atenção no meio jurídico, com desdobramentos que prometem novos capítulos.

Veja a nota completa:

É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.

Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.

Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.

Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.

A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi.

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