
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro tem apostado em agendas internacionais como forma de ampliar a visibilidade de sua campanha. Durante as viagens, o parlamentar tem participado de encontros com autoridades estrangeiras e adotado discursos em tom eleitoral, mirando projeção política fora do país.
Recentemente, o filho de Jair Bolsonaro esteve no Bahrein, onde cumpriu compromissos ao lado do primeiro-ministro e príncipe herdeiro Sheikh Salman bin Hamad, além de outras lideranças locais. Antes disso, também passou por Israel, onde se reuniu com o premiê Benjamin Netanyahu e fez declarações críticas ao atual governo brasileiro:
O discurso de Lula e da esquerda é um discurso de ódio contra os judeus. O povo brasileiro não é assim, o povo brasileiro respeita e ajuda países que compartilham os mesmos valores. Nós nunca abandonaremos Israel e o povo judeu!
Em outra agenda, o senador esteve nos Estados Unidos, onde visitou o irmão Eduardo Bolsonaro e tentou reuniões com integrantes da alta cúpula do governo norte-americano, mas não conseguiu avançar nesses contatos. A movimentação internacional tem sido vista como tentativa de construir alianças e reforçar a imagem junto a setores conservadores e religiosos fora do Brasil.
A estratégia remete ao caminho adotado por Jair Bolsonaro em 2018, quando realizou viagens e encontros com ativistas e apoiadores no exterior para fortalecer sua base eleitoral. Desde que anunciou a pré-candidatura ao Planalto, em dezembro de 2025, com aval do pai, Flávio tem repetido iniciativas semelhantes, incluindo reuniões com empresários, acenos ao mercado financeiro e promessas de divulgar nomes para eventuais ministérios durante a campanha.
Além disso, o senador intensificou visitas a igrejas e endureceu o tom em discursos públicos, replicando movimentos que marcaram a campanha presidencial anterior dentro do mesmo campo político.