Quem foi Jorge Babu, ex-deputado que morreu aos 60 anos

Político estava internado em hospital da Zona Oeste tratando uma pneumonia; trajetória inclui criação do feriado de São Jorge e condenações ligadas à milícia

09/02/2026 às 11h28
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Jorge Babu - Reprodução: G1
Jorge Babu - Reprodução: G1

O cenário político do Rio de Janeiro perdeu, nesse domingo (8), uma de suas figuras mais controversas. Jorge Luis Hauat, popularmente chamado de Jorge Babu, faleceu aos 60 anos em um hospital particular em Santa Cruz, na Zona Oeste carioca. O ex-parlamentar lutava contra uma pneumonia severa, quadro que se deteriorou recentemente com complicações cardíacas e acúmulo de fluido pulmonar. Embora as circunstâncias clínicas sejam conhecidas, o diagnóstico definitivo do óbito permanece reservado.

As despedidas finais ocorrem nesta segunda-feira (9), com cerimônias de velório e sepultamento agendadas para o Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.

Babu iniciou sua vida pública como inspetor da Polícia Civil, utilizando sua influência na Zona Oeste para pavimentar o caminho até a Câmara Municipal do Rio, onde ocupou cadeiras em 2000 e 2004. Sua ascensão continuou em 2006, quando garantiu um posto na Alerj.

Sua principal marca legislativa foi a criação do feriado dedicado a São Jorge. O que começou como uma diretriz municipal acabou se tornando uma data oficial em todo o estado do Rio de Janeiro, consolidando sua ligação com o santo guerreiro.

Apesar da popularidade, sua biografia foi densamente impactada por problemas judiciais:

  • Milícias: Em 2010, a justiça fluminense o sentenciou a sete anos de reclusão. A acusação apontava que ele liderava grupos paramilitares na Zona Oeste desde a época em que atuava na polícia.

  • Crimes Ambientais: Ainda em 2004, foi alvo da Polícia Federal por envolvimento em rinhas de aves.

  • Expulsão e Demissão: O envolvimento em ilícitos custou caro; em 2009, o PT o baniu de seus quadros e, no ano seguinte, José Mariano Beltrame assinou sua exoneração definitiva da Polícia Civil.

Mesmo com o histórico conturbado, Babu tentou um retorno às urnas no pleito municipal de 2024. Pelo União Brasil, ele conquistou a confiança de 10.639 eleitores, mas foi impedido de assumir o cargo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou os critérios da Lei da Ficha Limpa, negando seu recurso final em novembro daquele ano e selando o fim de suas pretensões eletivas.

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