
A deputada federal, Magda Mofatto (GO), protagonizou um movimento político inesperado ao dar as costas às diretrizes de sua nova casa, o PL, para apoiar à candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao cargo de chefe do Executivo Nacional. Com esse gesto, a congressista ignora a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, aposta oficial do Partido Liberal para o pleito deste ano.
O racha interno surge pouco tempo após a parlamentar selar seu retorno à agremiação de Valdemar Costa Neto, abandonando o PRD. Em meados de janeiro, Mofatto havia celebrado sua volta à sigla em um registro em vídeo, destacando que atendeu a um chamado da liderança partidária e reiterando que jamais abandonou “os valores: a direita, a liberdade, a liberdade, a democracia e a família”.
Naquele momento, ela justificou a mudança como uma estratégia para impulsionar o setor agropecuário e as políticas de combate à criminalidade, pontuando que estava “de volta ao PL por propósito e pelo Brasil que acredito”.
Entretanto, a fidelidade partidária não se estendeu à sucessão presidencial. No último sábado (7), durante um ato político no Novo Gama (DF), ela subiu ao palanque de Caiado para exaltar a gestão do atual governador goiano.
“Da maneira que o senhor transformou este estado, com certeza vai transformar o país”, afirmou a deputada em gravação obtida pela imprensa. Ela ainda foi além ao proclamar: “É hoje, Brasil, pois nós temos presidente da República”.
Enquanto recebe apoios externos como o de Mofatto, Ronaldo Caiado ainda precisa pacificar sua situação dentro do PSD de Gilberto Kassab. O goiano enfrenta uma concorrência acirrada para ser o rosto da legenda na corrida ao Planalto, disputando a indicação com outros dois gestores estaduais de peso: Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
Essa movimentação da deputada sinaliza que a base da direita pode chegar fragmentada às urnas, priorizando alianças regionais em detrimento da unidade partidária nacional.