
A cantora Ivete Sangalo se posicionou recentemente sobre a recepção mista de sua nova música, intitulada "Vampirinha". O lançamento, que gerou intensos debates nas redes sociais, levou a artista a refletir sobre o peso diferenciado que as críticas possuem quando direcionadas a figuras femininas no entretenimento.
Em entrevista ao portal g1 a cantora rebateu diretamente as críticas que a música vem recebendo nas redes sociais e afirmou que "é uma circunstância de eu ser uma mulher cantando isso". Segundo Ivete é preciso mudar o padrão de pensamento atual porque "existe espaço para um setlist dessa fuleiragem de carnaval" dentro do repertório feminino. A artista explicou que "a ideia é transformar Vampirinha numa sensação de gostosura, de leveza, carnavalizar" e defendeu que o resultado final cumpriu exatamente esse propósito ao concluir que "acho que foi isso que fizemos".
A polêmica em torno de Vampirinha se concentra no forte contraste entre o legado de Ivete Sangalo como a maior diva do axé e a letra da canção, que utiliza termos como: "É noite de Lua cheia e as vampira tão solta, com uns toquinho de roupa, descendo com o dedo na boca" e "Vou te chupar, chupar teu pescoço [...] E ficar vagando na madruga, doidão, combo de whisky, narguilé e gelo".
Enquanto críticos e fãs apontam que a música sacrifica a qualidade lírica e a sofisticação da artista em troca de um apelo visual para o TikTok, Ivete rebateu as queixas afirmando que a rejeição é fruto de um padrão de pensamento machista que condena a fuleiragem apenas quando cantada por mulheres.