
O ministro Alexandre de Moraes, integrante da Suprema Corte, exigiu esclarecimentos do comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acerca de irregularidades no fluxo de visitantes do ex-ministro Anderson Torres. O foco da investigação recai sobre o batalhão que administra a unidade prisional conhecida como Papudinha.
Através de uma determinação divulgada nesta segunda-feira (23), o magistrado busca compreender a razão pela qual a instituição consentiu com a entrada do pai e da irmã do ex-secretário fora dos períodos de tempo estabelecidas pelo regimento.
Documentos enviados pela própria PM ao Supremo revelam que João Torres Filho e Patrícia Torres estiveram no local entre as 17h e 19h no dia 11 de fevereiro.
A inconsistência reside no fato de que esses períodos ultrapassam o limite regulamentar. Segundo Moraes, o cronograma rígido da unidade define que o último horário de visita na Papudinha é das 14h às 16h. Diante disso, o comando do 19º BPM recebeu um ultimato de 48 horas para justificar a concessão desse privilégio.
Anderson Torres permanece sob custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar desde 25 de novembro. A unidade, gerida pelo Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), é destinada especificamente a militares e figuras públicas com direito à prisão especial de Estado-Maior.
Atualmente, Torres compartilha seu aposento com Silvinei Vasques, ex-comandante da PRF. No mesmo complexo, porém em cela distinta, cumpre pena o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos de reclusão por seu envolvimento na tentativa de ruptura democrática.