Cachorro com paralisia volta a andar depois de receber Polilaminina

O pequeno Teodoro, um cãozinho da Zona Oeste do Rio, tornou-se o grande símbolo dessa vitória da ciência nacional. Após perder os movimentos das patas traseiras, ele participou de um teste clínico inédito que serviu de base para o avanço da pesquisa.

23/02/2026 às 17h50 Atualizada em 23/02/2026 às 18h51
Por: Redação
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Dra. Tatiana Sampaio/ Foto/Divulgação
Dra. Tatiana Sampaio/ Foto/Divulgação

O cãozinho Teodoro, morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro, tornou-se o protagonista de um dos avanços mais emocionantes da ciência brasileira recente. Após sofrer uma lesão grave na medula espinhal e perder completamente os movimentos das patas traseiras, ele foi um dos seis animais selecionados para um teste clínico pioneiro na UFRJ. O que parecia ser uma condição irreversível mudou completamente com a aplicação da polilaminina, uma proteína desenvolvida no Brasil para estimular a regeneração nervosa.

Durante seis meses, Teodoro foi acompanhado de perto pela equipe da professora Tatiana Sampaio, recebendo injeções da substância diretamente na região da coluna. O resultado superou as expectativas dos pesquisadores e do seu tutor, Admílson Santos. O animal não apenas recuperou a sensibilidade, mas voltou a caminhar, provando que a malha proteica criada em laboratório foi capaz de guiar a reconstrução dos tecidos lesionados e restabelecer a comunicação nervosa.

A vitória de Teodoro foi o alicerce fundamental para que a pesquisa ganhasse credibilidade internacional e avançasse para a etapa atual. O sucesso motor apresentado por ele e por outros animais do grupo de teste serviu como a prova de conceito necessária para que a Anvisa autorizasse, o início dos testes em pacientes humanos.

Retornos satisfatórios em humanos

Os testes clínicos em humanos já apresentam retornos extraordinários, com destaque para o caso de Bruno Drummond de Freitas, que recuperou movimentos significativos e passou a praticar esportes após um diagnóstico de tetraplegia causado por um acidente em 2018. Outros voluntários com lesões medulares graves também apresentaram resultados satisfatórios, incluindo a retomada da sensibilidade e de contrações musculares em quadros de transecção completa da medula, onde não havia qualquer perspectiva de melhora. Esses sucessos confirmam na prática a eficácia da polilaminina em reconstruir as fibras nervosas humanas, transformando o que antes era uma paralisia permanente em um processo real de reabilitação e autonomia.

A grande inovação desses casos de sucesso reside na capacidade da polilaminina de "religar" o que o corpo considerava perdido. Diferente de tratamentos paliativos, a proteína brasileira atua na base do problema, criando um caminho físico para que os nervos voltem a se comunicar. Os relatos iniciais dos voluntários indicam não apenas uma melhora física, mas um ganho significativo na qualidade de vida e na autonomia, o que tem gerado um entusiasmo sem precedentes na comunidade científica internacional e acelerado as discussões para a futura distribuição do medicamento.

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