Menino de 11 anos é acusado de matar o pai após ter videogame confiscado nos Estados Unidos

Clayton Dietz é acusado de homicídio doloso na Pensilvânia; crime ocorreu no dia do aniversário do garoto

24/02/2026 às 10h28 Atualizada em 24/02/2026 às 10h59
Por: Natália Raquel
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Menino de 11 anos é acusado de matar o pai após ter videogame confiscado nos Estados Unidos

Um menino de 11 anos, identificado como Clayton Dietz, é acusado de matar o pai adotivo a tiros após ter o videogame confiscado. O caso ocorreu em 13 de janeiro de 2026, na cidade de Duncannon, no estado da Pensilvânia, Estados Unidos, e segue sob investigação das autoridades locais.

Nesta quinta-feira (19), o garoto compareceu algemado à primeira audiência preliminar no Tribunal do Condado de Perry. Segundo a imprensa norte-americana, ele foi formalmente denunciado por homicídio doloso e responde ao processo como adulto. Após a breve sessão, foi reconduzido à prisão do condado, onde permanece detido.

 
 
 
 
 
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O que apontam as investigações

De acordo com a polícia, o crime aconteceu durante a madrugada, por volta das 3h20. Os agentes foram acionados para atender a uma ocorrência envolvendo um “homem inconsciente” em uma residência local. No quarto do casal, encontraram Douglas Dietz, de 42 anos, já sem vida, com um ferimento de bala na cabeça.

As investigações indicam que, no dia do crime  que coincidia com o aniversário da criança , Clayton teria tido o videogame, um Nintendo Switch, confiscado pelo pai adotivo após se recusar a ir dormir. O aparelho teria sido guardado em um cofre onde também estavam armazenadas armas de fogo.

Segundo os investigadores, o menino encontrou as chaves do cofre, abriu o compartimento, pegou um revólver e foi até o quarto onde o pai dormia. Documentos judiciais apontam que, após o disparo, o garoto teria gritado que o pai estava morto e afirmado à mãe que foi o responsável pelo tiro. Em depoimento às autoridades, Clayton admitiu ter atirado e declarou que agiu por raiva, sem pensar nas consequências.

Relato da mãe

Jillian Dietz, mãe do menino e esposa da vítima, afirmou que dormia no momento do ocorrido e acordou com um barulho alto. Ao perceber que o marido não respondia, constatou a gravidade da situação. Segundo os autos do processo, ela relatou que o filho assumiu a autoria do disparo ainda dentro da residência. Clayton havia sido adotado pelo casal em 2018.

O caso tramita na Justiça da Pensilvânia e, até o momento, não há data definida para o julgamento. A decisão de enquadrar o menino como réu adulto chama atenção e pode gerar debate jurídico sobre a responsabilização penal de menores de idade em casos graves. As autoridades não divulgaram novos detalhes enquanto as investigações seguem em andamento.

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