Claudia Raia revisita trauma de abuso na adolescência e revela reação: “Abri a cabeça dele”

Atriz contou que usou objeto de cristal para se defender após tentativa de abuso durante intercâmbio de dança nos Estados Unidos, quando tinha 13 anos de idade

25/02/2026 às 13h16
Por: Mateus Pereira
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Foto: redes sociais
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Aos 59 anos, Claudia Raia trouxe à tona um dos episódios mais delicados de sua vida. Durante participação no programa “Dona da Casa”, da rádio portuguesa Antena 3, a atriz revelou que sofreu uma tentativa de abuso aos 13 anos, quando estudava dança nos Estados Unidos.

Na época, Claudia estava hospedada na casa de um coreógrafo conhecido da família e considerado referência na área. Segundo a artista, o profissional já havia ministrado cursos na academia de sua mãe e era alguém em quem a família depositava total confiança. O episódio aconteceu em um domingo, quando a esposa do coreógrafo não estava na residência.

O que começou como uma conversa sobre aulas e rotina mudou de tom quando, de acordo com Claudia, o contato físico ultrapassou os limites. “Eu era muito nova, tinha 13 anos. E fui assediada pela pessoa que estava me recebendo na casa dele”, relatou, sem revelar a identidade do homem.

Claudia Raia, aos 13 anos (Reprodução: arquivo pessoal - Claudia Raia)

A atriz contou que percebeu a mudança de intenção quando o toque deixou de ser casual. Lembrou-se, então, de uma orientação dada por sua mãe: reagir imediatamente caso alguém a tocasse sem consentimento:

A mão foi subindo para o meio da minha perna. Aquilo me chamou a atenção e já olhei em volta. Minha mãe sempre disse: ‘Se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver ao seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça’. Eu olhei para o lado e tinha uma coruja de cristal. Eu falei: ‘Se ele avançar, é a coruja’. Ele avançou. E eu dei com a coruja na cabeça dele. Ele desmaiou, abriu a cabeça.

Em seguida, a jovem saiu da casa às pressas, vestindo camisola e um casaco comprido, sem saber para onde ir. O desfecho foi amparado por uma professora de dança que a reconheceu no Harlem e a acolheu até a chegada de sua mãe aos Estados Unidos.

Claudia afirmou que nunca mais teve contato com o coreógrafo, que morreu há cerca de dois anos. Anos depois, encontrou o filho dele em um evento no Brasil, o que a deixou abalada pela semelhança física entre os dois.

Ao compartilhar a história, a atriz destacou que o objetivo é incentivar jovens a estabelecer limites e não silenciar diante de situações de violência, reforçando a importância do diálogo e da conscientização.

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