
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou o falecimento do magistrado aposentado Felix Fischer, ocorrido nesta quarta-feira (25). Aos 78 anos, o jurista encontrava-se sob cuidados hospitalares no Sírio-Libanês, na capital federal, embora o motivo do óbito permaneça reservado.
Natural de Hamburgo, na Alemanha, mas radicado no Brasil desde o primeiro ano de vida, Fischer construiu uma sólida formação acadêmica no Rio de Janeiro, formando-se em Economia (UFRJ) e Direito (UERJ) no início da década de 70. Sua caminhada profissional teve início no Ministério Público do Paraná em 1974, onde subiu os degraus até tornar-se procurador de Justiça em 1990.
Entre 1996 e 2022, dedicou quase três décadas de excelência ao STJ. Durante esse ciclo, notabilizou-se por conduzir, na Quinta Turma, as decisões relativas aos desdobramentos da Operação Lava Jato na corte superior. Além disso, deixou sua marca como:
Membro e corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Líder da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados.
Acadêmico da Academia Paranaense de Letras Jurídicas e Cidadão Honorário do Paraná.
Docente especializado na área criminal por um longo período.
A despedida ao ministro ocorrerá nessa quinta-feira (26) no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, com velório agendado para as 9h30 e enterro às 14h30. Felix Fischer deixa um legado familiar composto pela viúva, Sônia, e por seus quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.