
O cenário educacional brasileiro apresentou um recuo significativo no volume de estudantes do ensino médio. Conforme as estatísticas do Censo Escolar 2025, publicadas nesta quinta-feira (26), as inscrições escolares nessa etapa diminuíram 5,4% em relação ao ano passado, o que equivale à evasão de 419 mil jovens das instituições públicas e particulares de ensino.
Este índice configura o patamar mais baixo desde 2020, marco inicial da atual série estatística e período impactado pela pandemia de Covid-19.
Em termos nominais, o país contava com 7,3 milhões de discentes no ensino médio regular em 2025. O dado contrasta com os 7,8 milhões apurados em 2024, ano em que o setor havia celebrado uma expansão de 1,5%.
Essa retração quebra o ritmo de crescimento observado anteriormente, justamente em um período de fortalecimento de estratégias de retenção escolar, a exemplo do Pé-de-Meia, iniciativa que visa incentivar a finalização da educação básica.
Abaixo, a variação do contingente de alunos nos últimos anos:
| Ano | Total de Alunos | Variação (%) |
| 2020 | 7.550.753 | — |
| 2021 | 7.770.557 | +2,91% |
| 2022 | 7.866.695 | +1,24% |
| 2023 | 7.676.743 | −2,41% |
| 2024 | 7.790.396 | +1,48% |
| 2025 | 7.370.879 | -5,38% |
No que tange à divisão administrativa, o Estado permanece como o principal provedor de ensino, concentrando cerca de 86% de todas as vagas ocupadas.
Embora o número bruto de alunos tenha diminuído, a qualidade da carga horária nas unidades estatais mostrou evolução. Somando creches, pré-escola e os ciclos fundamental e médio, o Brasil atingiu 8,8 milhões de matrículas em regime de jornada estendida em 2025 — um salto de 11,3% comparado ao período anterior.
Especificamente no ensino médio público, a modalidade de período integral já abrange 26,8% dos estudantes. Esse segmento teve uma alta de 8,4% este ano, incorporando mais 130,9 mil jovens ao modelo. Na esfera particular, essa taxa de ocupação em tempo pleno é de aproximadamente 11%.