Após autorização de quebra de sigilo, Deputados pedem prisão preventiva de Lulinha à PGR

Quarenta e sete deputados pediram à PGR a prisão preventiva e a extradição de Fábio Luís Lula da Silva. O pedido surge em meio às investigações de fraudes no INSS e após a CPI aprovar a quebra de seus sigilos em uma sessão tumultuada.

26/02/2026 às 15h32 Atualizada em 26/02/2026 às 15h52
Por: Redação
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Lulinha. Créditos: Juca Varella/Estadão - Conteúdo
Lulinha. Créditos: Juca Varella/Estadão - Conteúdo

Um grupo composto por 47 deputados federais protocolou, nesta quinta-feira (26/02), um pedido de prisão preventiva contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. A representação, liderada pela deputada Rosangela Moro (União-SP) e apoiada por parlamentares de siglas como PL, Republicanos e PP, foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a acusação de envolvimento em fraudes no INSS.

O documento baseia-se em investigações que apontam Fábio Luís como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". Segundo os parlamentares, relatórios e depoimentos colhidos no final de 2025 indicam que o filho do presidente receberia repasses mensais de aproximadamente R$ 300 mil para atuar na proteção de interesses do grupo junto ao governo federal. Os valores teriam origem em esquemas de propina pagos por associações ligadas à autarquia.

Outro ponto destacado na petição é a mudança de Fábio Luís para Madri, na Espanha, ocorrida em 2025. Para os autores da ação, a permanência no exterior configura risco de fuga e dificulta a aplicação da lei penal. Por esse motivo, os deputados solicitam medidas cautelares imediatas, como a inclusão do nome do investigado na difusão vermelha da Interpol, o início do processo de extradição e a quebra de sigilos bancário e fiscal.

CPI do INSS aprova quebra de sigilo de Fábio Luís em sessão marcada por tumulto

Além da ofensiva de 47 deputados junto à PGR, a CPI do INSS aprovou formalmente a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente. A decisão busca rastrear a suposta "mesada" de R$ 300 mil que, segundo parlamentares da oposição, seria paga por um operador financeiro do esquema de fraudes na autarquia.

A reunião que selou a quebra de sigilo não ocorreu de forma pacífica. A sessão terminou em um cenário de forte confusão e bate-boca entre parlamentares da base governista e da oposição.

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