Após exumação, laudo mostra que cão Orelha não sofreu fraturas causadas por ação humana

O documento descarta teorias que circularam nas redes sociais, como o uso de um prego, mas faz uma ressalva importante: a ausência de ossos quebrados não elimina a possibilidade de morte por trauma cranioencefálico, já que pancadas na cabeça podem ser fatais mesmo sem romper o osso. O caso, que apura a agressão de adolescentes contra o cão comunitário da Praia Brava, segue sob análise do Ministério Público.

26/02/2026 às 18h10 Atualizada em 26/02/2026 às 18h49
Por: Redação
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Cãozinho Orelha. Reprodução/Internet
Cãozinho Orelha. Reprodução/Internet

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o laudo pericial realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina no corpo do cão Orelha trouxe conclusões que esclarecem as circunstâncias da morte do animal, ocorrida no início de 2026. O documento aponta que não foram encontradas fraturas ou lesões nos ossos que pudessem ter sido causadas por ação humana direta. A perícia foi realizada após a exumação do cachorro, solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina para aprofundar as investigações sobre possíveis maus-tratos.

A análise técnica obtida pela colunista descarta categoricamente uma das teses que mais circulou nas redes sociais: a de que um prego teria sido cravado na cabeça do animal. O laudo é enfático: “Sobre a possibilidade de ter sido cravado um prego na cabeça do animal, veiculada em redes sociais e veículos de comunicação, não foi constatado qualquer vestígio que sustente tal hipótese. A penetração de um prego na cabeça do animal deixaria uma fratura circular em crânio, o que não se verificou.”

Segundo os especialistas, embora uma agressão dessa natureza tenha sido descartada, o laudo faz uma ressalva importante: a ausência de ossos quebrados não exclui a possibilidade de morte por agressão. Traumas cranioencefálicos podem ser fatais mesmo sem romper a estrutura óssea. O documento detalha que "a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte", explicando que os danos de uma pancada na cabeça podem se manifestar de forma tardia. Esse cenário é compatível com o histórico clínico de Orelha, que apresentou uma piora gradual até o óbito.

Com a conclusão desta etapa pericial, o caso retorna ao Ministério Público de Santa Catarina, que analisará o laudo em conjunto com as mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil. A investigação já havia apontado um adolescente como principal suspeito das agressões no inquérito concluído em fevereiro.

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