
A madrugada desta sexta-feira (27) foi marcada pelo combate a um incêndio no antigo Palácio do Comércio, edifício que passou a integrar o patrimônio da Faculdade de Direito da USP em 2024. O Corpo de Bombeiros conseguiu dominar o fogo por volta das 6h20, confirmando que, felizmente, ninguém ficou ferido.
O alerta inicial soou aproximadamente às 22h20 de quinta-feira (26), quando as chamas começaram a devorar o terceiro pavimento da estrutura situada no Largo São Francisco, coração histórico de São Paulo. Com uma extensão de 3,7 mil m², o imóvel possui status de relíquia cultural, sendo tombado como patrimônio cultural nos âmbitos estadual e municipal.
O histórico do atendimento revela uma noite exaustiva para as equipes:
Primeiro Combate às Chamas: Dez viaturas foram enviadas. Suspeita-se que o foco tenha surgido no sistema de ar-condicionado.
Controle e Retorno: Às 3h, após 50 m² serem consumidos, a situação parecia resolvida. Contudo, às 5h30, os focos ressurgiram, exigindo o envio de mais nove unidades de socorro.
Rescaldo: Pelas 7h30, apenas dois veículos permaneciam de prontidão para evitar novas reignições.
A Defesa Civil monitora a área para avaliar se a estrutura do prédio ficou comprometida, enquanto aguarda-se um posicionamento oficial do órgão sobre a estabilidade do local.
Inaugurado em 12 de dezembro de 1908, o casarão foi originalmente a sede da Escola Prática de Comércio. De acordo com registros da USP, a edificação conta com três pavimentos, com cerca de 20 salas, salão nobre e outras instalações administrativas.
A importância do Palácio atravessa gerações e diferentes campos do saber:
Sociologia: Abrigou a gênese da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo entre 1933 e 1954.
Saúde: Serviu como espaço para aulas de Medicina na primeira fase do século XX.
Arquitetura: A obra leva a assinatura do renomado sueco Carlos Eckman, o mesmo projetista da Vila Penteado — atual FAU Maranhão, outra construção histórica da USP.