Após pedido de Lula, aliados dizem que Haddad aceita disputar governo de SP

A decisão teria sido acertada nos bastidores após reunião no Alvorada. A chapa pode incluir Marina Silva e Simone Tebet ao Senado

27/02/2026 às 10h25
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Ministro da Fazenda Fernando Haddad - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Ministro da Fazenda Fernando Haddad - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bastidores do alto escalão petista revelam, em caráter confidencial, que Fernando Haddad, atual Ministro da Fazenda, cedeu aos apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e entrará na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes no próximo pleito. A notícia, que ganhou força após veiculação no SBT News, foi ratificada pelo BacciNotícias.

O martelo teria sido batido durante uma reunião reservada no Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira (26). Apesar de o entorno imediato do ministro descrever o diálogo como não conclusivo, a cúpula do PT assegura que a deliberação já está consolidada no ambiente interno da sigla.

Petistas observam que Haddad mantém uma conduta de extrema cautela para não queimar etapas. O histórico do ministro reforça essa tese: pouco antes de assumir o comando da economia em 2022, ele desmentiu publicamente as sondagens para o cargo.

A interpretação corrente entre os petistas é que o atual mutismo é proposital. O objetivo é blindar o ministro de atritos precoces e garantir que a palavra final caiba exclusivamente a Lula, no momento político ideal.

A Arquitetura da Aliança em São Paulo

O projeto eleitoral já desenha uma composição de peso para ocupar as cadeiras do estado:

  • Governo: Fernando Haddad (PT).

  • Vice-governadoria: Márcio França (PSB), atual ministro do Empreendedorismo, aparece como o favorito para compor a chapa.

  • Senado: Marina Silva, chefe do Meio Ambiente, é cogitada para concorrer pela legenda petista.

  • Senado (Segunda vaga): Simone Tebet, do Planejamento, deve buscar o posto pelo PSB, selando uma coalizão estratégica entre as forças governistas.

A provável incursão de Haddad no governo paulista acelera os motores no maior colégio eleitoral do Brasil. Para o PT, a manobra é vital para erguer palanques regionais robustos e solidificar frentes amplas. Essa movimentação deve forçar um rearranjo nas peças da política paulista, desafiando nomes já estabelecidos na estrutura do estado.

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