
Enquanto se desenrolam os fatos sobre as polêmicas do Banco Master e os vínculos de Daniel Vorcaro com figuras da alta cúpula dos três poderes, o Governo Federal lida com novos focos de instabilidade. Um dos mais críticos envolve a potencial denúncia de que um ministro da gestão Lula teria extorquido um empresário de grande porte no país.
A revelação foi trazida pela coluna Radar, da revista Veja, publicada nas primeiras horas desta sexta-feira (6). Segundo o periódico, esse investidor optou por iniciar tratativas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para formalizar a acusação de concussão. A publicação assevera que o episódio está totalmente registrado e que o denunciante possui evidências concretas sobre a coerção exercida por um dos chefes de pasta mais influentes do Planalto.
De acordo com o colunista Robson Bonin, o escândalo possui ramificações profundas, alcançando um escritório de advocacia de renome nacional e um defensor influente na capital federal, com forte interlocução junto ao Senado.
Paralelamente, a revista informa que um representante da lobista Roberta Luchsinger teria entregado um recado incisivo a um assessor próximo do presidente Lula. No conteúdo, relatado pelo “Radar” da Veja, Roberta, em tom de angústia, demandou amparo e alertou que não assumirá culpas isoladamente, enfatizando que “não aceita” o próprio descarte político.
Roberta, que mantém laços de amizade com Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de apurações na CPMI do INSS. Ela é suspeita de ser a ponte entre o filho do presidente e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, detido desde o segundo semestre de 2025.
A Polícia Federal (PF) apura se a lobista obteve recursos provenientes de retenções ilícitas em benefícios previdenciários e se teria custeado gastos de terceiros, incluindo o herdeiro presidencial, residente em território espanhol. Os advogados de Roberta contestam qualquer vínculo mercantil entre ela e Careca.
Recentemente, a comissão parlamentar aprovou a quebra de sigilo nas contas e impostos da investigada. Contudo, pouco tempo depois, o magistrado Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), invalidou a deliberação do colegiado.
Apesar da medida de Dino, o ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso INSS na Suprema Corte, já havia permitido o acesso aos dados da lobista. Atualmente, os registros financeiros de Roberta Luchsinger e de Lulinha estão sob análise criteriosa dos peritos da Polícia Federal.