“Plesente” e “Agola”: Vorcaro ganha apelido e vira piada após vazamento de mensagens íntimas com a namorada

Nos diálogos com a influenciadora Martha Graeff, Daniel Vorcaro adotava um tom infantilizado e uma fonética peculiar que lhe rendeu o apelido de “Cebolinha da Faria Lima”. Expressões como: “plesente”, “solly”, “agola” e o pedido de desculpas “solly” rapidamente se transformaram em memes, dominando o debate público e esvaziando a aura de poder que cercava o controlador do Banco Master.

06/03/2026 às 19h09 Atualizada em 06/03/2026 às 19h29
Por: Redação
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Daniel Vorcaro e Marta Graeff. Reprodução/Instagram - Montagem
Daniel Vorcaro e Marta Graeff. Reprodução/Instagram - Montagem

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, viu sua imagem de magnata ser confrontada pela exposição de mensagens íntimas trocadas com sua agora ex-namorada, a influenciadora Martha Graeff. O vazamento dos diálogos, que fazem parte do material apreendido pelas autoridades, trouxe à tona um lado até então desconhecido do banqueiro, misturando o rigor das investigações com o deboche das redes sociais.

O empresário, acostumado a transitar entre cifras bilionárias e decisões de alto mercado, foi apelidado pelos internautas de "Cebolinha da Faria Lima". A comparação com o famoso personagem de Maurício de Sousa surgiu após a divulgação de termos onde o banqueiro parece substituir a letra "R" pela letra "L", adotando um tom infantilizado que rapidamente viralizou.

Entre as expressões que dominam as piadas nesta sexta-feira (6), destaca-se o termo "peleleca", que se tornou o centro das atenções e das montagens satíricas. Além do apelido carinhoso, outras palavras como "plesente", "agola" e o pedido de desculpas "solly" (uma adaptação fonética de sorry) completam o dicionário que está sendo usado para ridicularizar a postura do banqueiro.

Em 4 de março de 2026, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso preventivamente pela Polícia Federal em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A prisão, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, fundamenta-se em investigações de um esquema de fraudes financeiras que pode atingir R$ 17 bilhões, gerando um rombo bilionário no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além dos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro com indícios de que o grupo utilizava a gestora Reag, investigada por ligações com o PCC, para ocultar ativos a PF aponta uma estrutura paralela de obstrução de justiça e monitoramento ilegal. Mensagens interceptadas revelaram que Vorcaro mantinha uma rede de vigilância e intimidação contra adversários, ex-funcionários e jornalistas, coordenada por um braço direito apelidado de "Sicário", o que motivou sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília em 6 de março, devido ao risco que sua liberdade representava à ordem pública e à instrução criminal.

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