
A advogada constituída pela modelo Marcela Tomaszewski emitiu uma nota oficial para contextualizar o posicionamento de sua cliente diante do anúncio da pré-candidatura de Dado Dolabella a um cargo eletivo nas eleições de 2026. O documento destaca que, embora não pretenda antecipar juízos definitivos sobre investigações em curso, é um fato juridicamente incontroverso a existência de medidas protetivas de urgência deferidas em favor da modelo. Tais medidas fundamentam-se na Lei Maria da Penha e foram concedidas pelo Poder Judiciário com o objetivo de resguardar a integridade física, psicológica e moral da mulher em face de indícios de risco.
O posicionamento jurídico ressalta que a concessão dessas medidas pelo Estado não é um ato meramente formal, mas uma providência adotada quando há elementos que justificam a necessidade de proteção imediata. A nota manifesta preocupação com o fato de o anúncio da trajetória política do artista ocorrer justamente em um período dedicado ao fortalecimento de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher. A defesa pontua que o compromisso constitucional de coibir a violência doméstica deve ser uma prioridade tanto do Estado quanto da sociedade brasileira, conforme estabelecido no artigo 226 da Constituição Federal.
Por fim, a manifestação apela às instituições políticas para que demonstrem prudência e responsabilidade ética na seleção de seus quadros para o pleito eleitoral. O texto argumenta que a escolha de candidatos que figuram em procedimentos de natureza protetiva exige uma reflexão profunda sobre a coerência entre o discurso público e a prática institucional. Sem realizar um julgamento antecipado do mérito das causas ainda sob análise das autoridades competentes, a nota reforça a necessidade de as legendas partidárias manterem o compromisso com instrumentos internacionais de proteção aos direitos das mulheres e com os valores fundamentais da democracia.
Nesta segunda-feira (9) Por meio de nota oficial, o MDB confirmou o cancelamento da filiação do ator ao diretório do Rio de Janeiro. A medida foi tomada de forma conjunta pelo presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, e pelo presidente estadual, Washington Reis. O partido declarou que a medida representa uma "vitória das emedebistas", reafirmando o compromisso da legenda em dar voz às mulheres e ampliar a participação feminina em seus quadros.