Damares detona indicação de Erika Hilton para assumir Comissão da Mulher: “Ninguém vai tirar meu direito de ser mulher”

Embora tenha pontuado que entende a relevância de se garantir proteção e representatividade para pessoas trans, Damares sustentou que a chefia de órgãos institucionais dedicados ao universo feminino deveria ser reservada a mulheres cisgênero

11/03/2026 às 15h14
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Damares Alves e Erika Hilton - Reprodução: Edilson Rodrigues / Kayo Magalhães / O Globo
Damares Alves e Erika Hilton - Reprodução: Edilson Rodrigues / Kayo Magalhães / O Globo

A senadora, Damares Alves, utilizou o plenário do Senado Federal, na última terça-feira (10), para manifestar sua discordância quanto à escolha da deputada Erika Hilton para conduzir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A cerimônia de instalação está agendada para esta quarta-feira (11).

Em sua argumentação, a parlamentar pontuou que a designação representa uma ameaça a conquistas históricas femininas, reiterando que não abrirá mão de sua identidade de gênero nos debates parlamentares:

“Eu não posso permitir que um movimento no Brasil queira me tirar, inclusive, o direito de eu falar na tribuna que eu sou mulher. Eu sou mulher, eu nasci mulher e ninguém vai tirar o meu direito de falar que eu sou mulher”, afirmou.

Embora tenha pontuado que entende a relevância de se garantir proteção e representatividade para pessoas trans, Damares sustentou que a chefia de órgãos institucionais dedicados ao universo feminino deveria ser reservada a mulheres cisgênero. Conforme suas palavras:

“Mas esses nossos espaços que nós conquistamos por anos ainda precisam ser ocupados por nós, mulheres. Nós temos muita coisa para fazer ainda na pauta feminina”.

Erika Hilton foi indicada pelo PSOL no fim de fevereiro deste ano. O colegiado em questão é um pilar fundamental para o debate sobre políticas de igualdade de gênero, bem como para o monitoramento de diretrizes públicas. A definição dos comandos das comissões permanentes na Câmara obedece ao critério da proporcionalidade partidária, respeitando o peso eleitoral de cada sigla.

A deputada Erika Hilton, ao assumir a presidência, traçou como metas o fortalecimento da legislação, o combate ao feminicídio, a melhoria das condições trabalhistas e a atenção prioritária a grupos vulneráveis, como mulheres negras, indígenas, com deficiência e pessoas LGBT+.

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