Rachel Sheherazade diz que o próximo alvo dos EUA pode ser o Brasil; entenda

Ao trazer o tema para o Instagram, a comunicadora não apenas convoca seus seguidores a questionarem a soberania nacional, mas também critica a passividade diante da influência externa

11/03/2026 às 16h19
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Rachel Sheherazade - Reprodução: Redes Sociais
Rachel Sheherazade - Reprodução: Redes Sociais

A apresentadora e jornalista, Rachel Sheherazade, trouxe ao debate público, nessa última terça-feira (10), um tema que, embora frequente em círculos acadêmicos sobre geopolítica, raramente ganha destaque na grande mídia brasileira: a possibilidade de que narrativas de segurança internacional, como o combate ao terrorismo, sejam utilizadas por potências globais como pretexto para invadir territórios com abundância de recursos naturais, incluindo o Brasil.

A reflexão de Sheherazade, compartilhada em suas redes sociais, toca em um ponto sensível: a Doutrina da Segurança Nacional e como o conceito de "ameaça ao Ocidente" pode servir para justificar o interesse estratégico norte-americano na Amazônia e nas reservas minerais brasileiras.

A jornalista argumenta que a retórica do "combate ao terrorismo", usada com frequência pelos Estados Unidos no Oriente Médio ao longo das últimas duas décadas, possui uma maleabilidade que permitiria aos formuladores de política externa norte-americanos adaptá-la a diferentes contextos. Ao apontar para a Amazônia, Sheherazade ecoa preocupações de especialistas que observam o aumento da presença militar dos EUA na América do Sul e o interesse no controle de riquezas biodiversas e energéticas.

Embora a ideia de uma invasão direta seja vista por muitos analistas como um cenário improvável, o interesse norte-americano sobre o território brasileiro é um fato documentado através de diversos ângulos:

  • A "Internacionalização da Amazônia": O debate sobre a soberania da região não é novo. Em diversas ocasiões, autoridades dos EUA, incluindo o ex-presidente Donald Trump em 2019, sugeriram que a questão amazônica deveria ser tratada sob uma ótica global, o que gera resistência no Brasil.

  • Recursos Naturais e Segurança: Relatórios do Council on Foreign Relations (CFR) e estudos estratégicos do Pentágono frequentemente elencam o Brasil como uma área de interesse devido às reservas de nióbio, lítio e petróleo (Pré-sal). O nióbio, por exemplo, é um mineral essencial para a indústria aeroespacial e bélica, setor onde os EUA mantêm supremacia tecnológica.

  • Presença Militar: A ativação da IV Frota dos Estados Unidos e o aumento de exercícios militares conjuntos na região amazônica e no Atlântico Sul, sob a justificativa de "combater o crime organizado e o narcotráfico" (frequentemente associados à lógica de combate ao terrorismo internacional), são vistos por críticos como uma forma de "presença preventiva".

A Crítica de Sheherazade

Ao trazer o tema para o Instagram, a comunicadora não apenas convoca seus seguidores a questionarem a soberania nacional, mas também critica a passividade diante da influência externa. Para ela, o Brasil precisa estar alerta para não se tornar, em nome de uma falsa "proteção global", um protetorado de interesses estrangeiros sob o manto da luta contra inimigos abstratos.

Sheherazade conclui que a defesa da soberania nacional é, na verdade, a defesa dos recursos que sustentarão as futuras gerações brasileiras, e que o discurso do "bem comum" da humanidade pode, muitas vezes, esconder o interesse do capital privado e estratégico estrangeiro.

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