
O apresentador Ratinho fez comentários considerados transfóbicos contra a deputada federal Erika Hilton durante seu programa exibido pelo SBT. As declarações ocorreram após a parlamentar ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
Durante a atração, Ratinho questionou o fato de a comissão ser presidida por uma mulher trans e afirmou que, na opinião dele, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. Em um dos trechos, o apresentador declarou que “não achava justo” que a comissão fosse comandada por uma mulher trans, argumentando que existiriam “tantas mulheres” que poderiam assumir a função.
🚨ATENÇÃO: Ratinho ataca a deputada Érika Hilton, ao vivo, no SBT: “Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans [...] Mulher pra ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar...”
— CHOQUEI (@choquei) March 12, 2026
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A fala gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de diferentes setores. Ratinho também afirmou que, para ele, “mulher para ser mulher precisa ter útero e menstruar”, o que ampliou as acusações de discurso discriminatório.
Diante da repercussão, Erika Hilton acionou o Ministério Público de São Paulo e solicitou a abertura de investigação contra o apresentador. O pedido foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (GECRADI), que analisa casos de discriminação e intolerância.
Na representação enviada ao MP, a deputada argumenta que as falas do apresentador negam sua identidade de gênero e reforçam discursos discriminatórios contra pessoas trans. Segundo o documento, as declarações foram transmitidas em rede nacional, o que ampliaria o alcance e os impactos das falas.
Até o momento, o SBT não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Já Erika Hilton afirmou nas redes sociais que não pretende dar protagonismo ao discurso de ódio e destacou que sua eleição representa um avanço na luta por direitos e representatividade.