Dona Beja impressiona no quesito ambientação com mais de 70 cenários históricos

Produção recriou ambientes do século XIX e construiu estrutura do zero para dar realismo à novela

13/03/2026 às 13h41
Por: Mateus Pereira
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Foto: Band
Foto: Band

A nova versão de Dona Beja vem chamando atenção não apenas pela história, mas também pela grandiosidade de sua produção. Durante o Melhor da Noite da última quinta-feira (12), o público pôde conhecer bastidores da novela e descobrir que a obra conta com 72 cenários históricos.

A proposta da produção foi transportar o telespectador diretamente para o século XIX, época em que a trama é ambientada. Para isso, além de gravações em cinco cidades diferentes, a equipe também construiu uma cidade cenográfica completa, criada do zero especialmente para a novela.

Segundo a diretora de arte Heliane Heringer, a decisão de criar uma cidade cenográfica foi essencial para dar escala e autenticidade à história. O desafio, no entanto, foi enorme.

Quando começamos a pensar em como criar esse universo, chegamos à conclusão de que precisávamos de uma cidade cenográfica. E isso é um grande desafio, porque você parte do zero.

A estrutura não conta apenas com fachadas externas. Para aumentar o realismo das cenas, muitos prédios foram construídos com interiores completos, permitindo que as câmeras acompanhassem os personagens dentro dos ambientes.

Entre os espaços criados estão uma pequena botica, um bar e até uma igreja. “A gente precisa ter interiores na cidade cenográfica, porque isso dá um diferencial. Você pode abrir as portas e ver o que tem dentro”, explicou a profissional.

Reprodução: Band

Imersão no século XIX

A ambientação foi pensada para que elenco e equipe se sentissem realmente dentro da história. De acordo com a produção, a área construída ocupa muitos metros e foi projetada para ajudar na imersão da narrativa.

Quando a gente chega lá, parece que foi transportado para essa fábula da Dona Beja”, comentou Ana Angel, Diretora de Apoio.

Além da cenografia, outros departamentos também tiveram papel fundamental para recriar o período histórico, como figurino, fotografia e direção de arte. O objetivo era garantir que todos os detalhes dialogassem entre si para construir um universo coerente.

Reprodução: Band

Liberdades criativas

Apesar da preocupação com o contexto histórico, os criadores explicam que a obra não tem compromisso de ser totalmente documental.

Segundo a equipe, a produção optou por adotar algumas liberdades poéticas, seja no linguajar ou em determinadas atitudes dos personagens, para tornar a narrativa mais dinâmica para o público atual.

Outro desafio foi a fotografia das cenas noturnas. A equipe buscou reproduzir a atmosfera do século XIX sem perder a estética da iluminação de velas, característica da época.

O Melhor da Noite, com Pâmela Lucciola e Felipeh Campos, está no ar na tela da Band de quarta a sexta-feira a partir das 22h45; não perca!

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