
A comunicação brasileira perdeu um de seus nomes mais resilientes com a confirmação do falecimento da jornalista e relações-públicas Valéria Baracat, em São Paulo. Após enfrentar o câncer de mama em diferentes ocasiões desde 2004, Valéria lidava recentemente com um quadro de metástase que se espalhou por outros órgãos. Sua trajetória foi marcada não apenas pela atuação na mídia, onde foi entrevistada por figuras como Marília Gabriela e Amaury Jr., mas principalmente pela transformação de uma dor pessoal em um movimento de acolhimento e dignidade para milhares de mulheres em tratamento oncológico.
A motivação para seu trabalho social surgiu de um episódio de discriminação profissional logo após seu primeiro diagnóstico, o que a levou a fundar o Instituto Arte de Viver Bem. A organização tornou-se referência em campanhas de prevenção e assistência direta a pacientes em condições de vulnerabilidade, especialmente nas regiões Norte e Nordeste nos últimos anos.
Nas redes sociais, personalidades da sociedade paulistana e colegas de profissão prestaram homenagens à comunicadora, que frequentemente afirmava que o acolhimento era uma ferramenta essencial para salvar vidas diante de uma enfermidade tão complexa.