
O Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, formalizou a destinação de 1% das vagas em serviços públicos estaduais para indivíduos trans e travestis. A medida, comunicada pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto, institui um sistema de reserva de vagas voltado à incorporação desse público aos quadros da administração direta e indireta do Estado. O movimento é justificado pela urgente necessidade de fomentar a diversidade no âmbito das repartições públicas regionais.
Na visão do gestor, o decreto carrega um simbolismo de reparação histórica, visando atenuar os obstáculos que historicamente impedem trans e travetis de alcançarem o mercado de trabalho formal.
O intuito da estratégia é mais abrangente do que a simples ocupação de funções; trata-se de um esforço para moldar um aparelho administrativo que seja um espelho da pluralidade social brasileira, assegurando o exercício de direitos básicos a sujeitos que, costumeiramente, encontravam-se excluídos das seleções governamentais.
Com essa ação, a administração estadual busca garantir que a cidadania seja efetivada por meio de uma representação mais equilibrada no setor público.