
A cantora Luísa Sonza utilizou suas redes sociais para rebater as críticas e ataques direcionados à deputada federal Erika Hilton. A parlamentar, que recentemente se tornou a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, tem sido alvo de polêmicas por conta de discursos que buscam a inclusão de diferentes identidades de gênero. Incomodada com a repercussão negativa, Luísa pediu para que o público pare de "se fazer de desentendido" sobre as falas da deputada.
Em seu desabafo, Sonza destacou que o reconhecimento de outras identidades não anula a existência das mulheres cisgênero. "Vocês não entendem que existem mulheres que não gestam, existem mulheres trans, existem homens trans que gestam?", questionou a artista. Para ela, a polêmica em torno do termo "pessoas que gestam" está sendo distorcida para criar uma narrativa de que a identidade feminina estaria sendo apagada, o que Luísa classifica como uma interpretação oportunista e equivocada.
A artista também foi enfática ao criticar o uso de informações falsas para atacar a trajetória de Hilton. "Parem de ficar usando isso de uma maneira ridícula de fake news e só prejudicando a luta das mulheres", afirmou. Luísa ressaltou que a inclusão promovida pela deputada não é um ataque às mulheres biológicas, garantindo que: "Em nenhum momento ela desrespeitou as mulheres cis ou qualquer outra coisa".
Luísa Sonza defende Erika Hilton após ataques por ser a primeira mulher trans a presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados:
— poponze (@poponze) March 16, 2026
"Em nenhum momento ela desrespeitou as mulheres cis. Parem de ficar usando isso de uma maneira ridícula de fake news e só prejudicando a luta… pic.twitter.com/df6Jr4I4AM
Ao final de sua mensagem, Luísa Sonza reforçou seu laço de admiração e apoio político à parlamentar, demonstrando solidariedade diante da pressão sofrida no ambiente legislativo. "Erika Hilton, você é a maior, é a minha presidenta", declarou a cantora, reafirmando a importância da presença da deputada em espaços de poder para a ampliação dos direitos humanos no Brasil.