STF proíbe acesso a dados de Vorcaro em CPMI do INSS; entenda

A sentença impõe um isolamento imediato do material depositado na área de segurança máxima do colegiado, visando resguardar o direito à intimidade

17/03/2026 às 11h05
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Divulgação/Banco Master
Reprodução: Divulgação/Banco Master

O magistrado, André Mendonça, integrante da Suprema Corte, estabeleceu um bloqueio total ao acervo documental e digital sob a prisão da CPMI do INSS que envolva o investidor Daniel Bueno Vorcaro. A sentença impõe um isolamento imediato do material depositado na área de segurança máxima do colegiado, visando resguardar o direito à intimidade.

Na redação do despacho, Mendonça foi categórico: “Determino, com efeitos imediatos, que ninguém tenha acesso ao material armazenado na sala-cofre da CPMI do INSS referente aos equipamentos e documentos apreendidos do investigado Daniel Bueno Vorcaro”.

Além de lacrar o acesso, o ministro incumbiu a Polícia Federal (PF) de remover os dispositivos daquela localidade. A meta é submeter o material a um novo crivo técnico, separando o que é estritamente pessoal do que possui relevância para o inquérito, impedindo que detalhes da esfera particular do banqueiro cheguem às mãos dos parlamentares.

O ponto sensível da questão envolve comunicações privadas entre Vorcaro e sua antiga companheira, a modelo Martha Graeff. A equipe jurídica da influenciadora sustenta que o vazamento desses diálogos configuraria um atentado à sua vida privada.

Em manifestação oficial, o defensor, Lúcio de Constantino, alegou que Martha estaria sofrendo uma “grave violência” devido ao risco de exposição de sua intimidade. A nota esclarece que o vínculo afetivo foi rompido há meses e que a modelo é alheia a qualquer esquema sob investigação.

Enquanto a Justiça aperta o cerco sobre a privacidade, a comissão que apura fraudes em benefícios previdenciários enfrenta dificuldades para avançar. O presidente do grupo, senador Carlos Viana, pontuou que o acesso aos dados tem sido restrito:

  • Volume total: Cerca de 400 gigabytes de evidências foram encaminhados para a perícia federal.

  • Acesso atual: O colegiado dispõe de apenas 1 gigabyte para análise.

  • Origem: O montante provém de backups em servidores de nuvem, liberados por gigantes da tecnologia mediante ordens judiciais.

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