
Novas revelações trazidas pela coluna de Mônica Bergamo indicam que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS obteve documentos detalhando novos registros de contatos extraídos dos dispositivos de Daniel Vorcaro. O mapeamento realizado pelos congressistas identificou registros vinculados ao senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e ao deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG).
O filho do ex-presidente negou categoricamente qualquer diálogo com o antigo dono do Banco Master. Flávio argumentou que seu contato telefônico é de conhecimento público e pode ter chegado ao empresário por meio de intermediários.
Por sua vez, Ferreira assegurou que não conhece Vorcaro pessoalmente e não tem memória de interações por voz ou texto. Contudo, o deputado ponderou que uma aproximação fortuita poderia ter ocorrido devido à amizade comum com o pastor, André Valadão. Ele enfatizou que, se existiu algum contato, o conteúdo passava longe de planilhas financeiras ou acordos comerciais. Nikolas admitiu ter utilizado um jato do banqueiro para deslocamentos, mas alegou que ignorava a identidade do dono da aeronave.
Os relatórios mais recentes da comissão expõem uma lista eclética de figuras influentes. Entre os nomes figuram:
Joesley Batista: Apontado como parte do círculo íntimo de amizades do investigado.
Nelson Tanure: Identificado como parceiro em empreitadas corporativas.
Nomes que já orbitavam as apurações reapareceram nos arquivos, como o chefe do executivo fluminense, Cláudio Castro (PL), e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), este último citado por serviços de assessoria técnica. A lista estende-se ao senador Ciro Nogueira, ao ex-mandatário Michel Temer e ao dirigente do União Brasil, Antonio Rueda.
O alcance dos registros de Vorcaro também abrange o ex-ministro Guido Mantega e o comunicador Luciano Huck. No entanto, o ponto de maior atenção recai sobre nomes da cúpula do Judiciário, especificamente os ministros do STF Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques.
As evidências sugerem um laço de proximidade entre Moraes e o empresário, que inclusive firmou contrato com a banca de advocacia de Viviane Barci de Moraes, cônjuge do magistrado, para consultoria legal. Em contrapartida, Nunes Marques afirmou prontamente que nunca estabeleceu qualquer tipo de comunicação com o ex-banqueiro.