Atriz Isis Broken celebra o batismo do filho na Igreja Católica “Entrar na igreja como mãe travesti e batizar meu filho foi um gesto de fé”

Em conversa com o Terra, a atriz sergipana relata a emoção do sacramento de seu filho, Apolo, e destaca o respeito da Igreja Católica em um processo de quebra de barreiras simbólicas.

18/03/2026 às 12h15 Atualizada em 18/03/2026 às 15h10
Por: Redação
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Isis Broken. Reprodução/ GShow
Isis Broken. Reprodução/ GShow

Em conversa com o Terra, a atriz e cantora Isis Broken, de 31 anos, compartilhou a emoção de um marco espiritual recente: o batismo de seu filho, Apolo, de 4 anos. O sacramento, realizado sob o rito católico, simbolizou para a artista sergipana uma travessia de descobertas e a reafirmação de suas raízes.

"Batizar o Apolo foi um momento muito importante pra mim. A fé sempre esteve presente na minha formação, na minha história nordestina, na minha relação com espiritualidade e proteção", explica Isis, que vê no rito uma camada essencial de cuidado para o filho.

"Em nenhum momento houve qualquer tipo de recusa ou questionamento sobre batizar o Apolo. Pelo contrário, o acolhimento foi muito respeitoso. Para mim foi importante viver essa experiência porque mostrou que a fé também pode ser um lugar de encontro e de cuidado".

O sacramento, realizado em uma igreja católica, rompeu barreiras simbólicas, a atriz compartilhou que foi uma boa experiência, momento de acolhimento e respeito com ela e com o filho.
Reprodução/Terra (Arquivo Pessoal)

Para Isis, que recentemente brilhou na novela 'No Rancho Fundo', o momento em que ocupou o espaço sagrado como mãe travesti carregou um peso político e emocional profundo. "Entrar na igreja como mãe travesti e ver meu filho sendo batizado foi um momento de muita emoção. Batizar meu filho foi um gesto de fé, proteção e amor", declarou ao Terra.

O evento foi prestigiado por amigos e membros da comunidade LGBTQIA+, sinalizando aberturas internas na estrutura eclesiástica. "A minha maternidade é transgressora simplesmente porque eu existo. A sociedade criou uma ideia muito rígida de quem pode ser mãe. Eu sou uma mulher travesti, artista, nordestina e mãe. Então minha existência já desmonta muitos desses moldes", reflete a artista.

Para Isis, a prática cotidiana supera qualquer estigma: "No dia a dia, seja na escola, no médico ou em espaços públicos, o que desmonta o preconceito é a realidade", conclui.

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