
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma evolução considerada positiva no quadro de pneumonia que motivou sua internação em Brasília. Segundo a equipe médica, há sinais de melhora, ainda que de forma gradual.De acordo com os profissionais responsáveis pelo tratamento, a recuperação tem sido progressiva, com resposta aos antibióticos. Apesar disso, o comprometimento pulmonar ainda exige atenção, principalmente em um dos lados, onde a evolução é mais lenta.
Além do quadro físico, os médicos também relataram preocupação com o estado emocional do ex-presidente, que tem demonstrado apreensão diante da gravidade da infecção e dos episódios recentes de dificuldade respiratória.
Bolsonaro permanece internado em uma unidade semi-intensiva do hospital DF Star, onde recebe tratamento com antibióticos intravenosos, além de suporte clínico e fisioterapia respiratória. Exames recentes indicam redução de marcadores inflamatórios, sinalizando resposta ao tratamento.
Diante do quadro, a defesa voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a conversão da pena em prisão domiciliar. Os advogados argumentam que o estado de saúde exige acompanhamento contínuo, o que, segundo eles, seria mais adequado fora do ambiente prisional.
O pedido também foi reforçado pelo senador Flávio Bolsonaro, que se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes para tratar do tema. Após o encontro, o parlamentar afirmou que o magistrado se comprometeu a analisar a solicitação.
Enquanto isso, Moraes autorizou a visita de advogados ao ex-presidente no hospital, garantindo acesso da defesa durante o período de internação. A decisão segue protocolos da unidade de saúde.
Internado desde a última sexta-feira, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral após apresentar febre, baixa oxigenação e mal-estar. O caso segue sob monitoramento, sem previsão de alta até o momento.
Nos bastidores, aliados avaliam que a evolução clínica pode fortalecer o argumento da defesa em favor da prisão domiciliar, com base em razões humanitárias.