
Atualmente vivendo a personagem Xênica, em Três Graças, a atriz Carla Marins abriu o coração sobre uma das escolhas mais marcantes de sua trajetória pessoal: a maternidade madura. Aos 57 anos, a artista revisitou o período em que se tornou mãe, aos 40, e defendeu que a vivência plena desse papel ganha contornos especiais quando chega junto com a maturidade.
"Se pudesse dar um conselho, diria que a mulher não deveria ter filhos dos 20 aos 30 anos. Considero que entre 32 e 37 anos é uma idade muito boa, pois estamos mais maduras. Além do lado pessoal, a autonomia financeira é o mais importante."
Em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira (18), Carla destacou que a decisão de esperar o momento certo permitiu que ela mergulhasse profundamente na criação do filho. Para a atriz, o tempo foi um aliado fundamental para estabelecer prioridades. "Eu me dediquei muito à maternidade. Isso me permitiu dar um tempo para vivenciar esse momento plenamente, sendo a mãe que eu quis ser, e não a que eu conseguisse ser", relembrou.
Carla Marins pontuou que, embora muitas de suas decisões na época tenham sido guiadas pela intuição, olhar para trás traz um sentimento de dever cumprido e satisfação. A possibilidade de pausar a carreira ou ajustar o ritmo de trabalho para estar presente em cada etapa do desenvolvimento do filho é algo que ela celebra hoje.
"Embora minhas escolhas tenham sido intuitivas, hoje fico feliz com essa trajetória", afirmou a atriz, reforçando que a segurança emocional da fase adulta colaborou para uma maternidade mais consciente e menos acelerada pelas pressões externas.