
O magistrado André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, concedeu um adiamento de dois meses ao inquérito 5.026/DF, que examina condutas ilícitas ligadas ao Banco Master, acolhendo uma solicitação enviada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (18).
Essa determinação surge em meio à forte probabilidade de um acordo de colaboração premiada por parte de Daniel Vorcaro, buscando esclarecer as evidências sobre a composição dos sócios da entidade. Projeta-se que, caso o banqueiro opte por confessar agora, o pacto seja selado diretamente com a Polícia Federal e não com a Procuradoria-Geral da República. Isso se deve ao fato de que os agentes da corporação detêm um volume maior de dados que a PGR, já que o processo ainda não chegou na fase de apresentação de denúncia.
O caso, que no princípio mirava a negociação de aquisição do Master por parte do BRB, ganhou novas dimensões ao investigar delitos de suborno e ocultação de bens que podem envolver figuras de alto escalão do Judiciário e do Parlamento.
De acordo com a PF, esse período adicional é fundamental para finalizar o exame dos itens recolhidos, concentrando esforços na intersecção de registros financeiros. Essa movimentação nos tribunais ocorre simultaneamente ao encerramento das atividades de um colegiado parlamentar, o que conserva a vigilância constante sobre o banco.