
A congressista, Júlia Zanatta (PL-SC), formalizou uma representação contra Erika Hilton (PSol-SP), acusando-a de violar o decoro parlamentar. O estopim do conflito foram publicações feitas por Hilton em suas redes sociais no dia 11 de março de 2026.
Zanatta sustenta que a colega de parlamento utilizou um vocabulário agressivo ao rebater opositores, empregando termos como “transfóbicos e imbecis” e “esgoto da sociedade”. Para a autora da denúncia, tal postura ignora a polidez necessária ao cargo público.
No texto da representação, Júlia argumenta:
“Ocorre que tais manifestações ultrapassam os limites do debate político legítimo e passam a caracterizar linguagem ofensiva e incompatível com a urbanidade e o respeito institucional que devem nortear o exercício do mandato parlamentar, especialmente quando dirigidas a cidadãos e parlamentares que exercem legitimamente o direito de discordar de determinadas posições políticas”.
A parlamentar catarinense defende que as declarações romperam a barreira do diálogo democrático, desrespeitando tanto o eleitorado quanto os pares e ferindo as normas de conduta da Câmara.
A reação de Erika Hilton ocorreu logo após ela assumir o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Além da resistência interna no Congresso, a deputada foi alvo de comentários do apresentador Ratinho, atualmente sob a mira do Ministério Público de São Paulo por suposta prática de transfobia.
Em sua defesa nas redes, Hilton minimizou os ataques, afirmando que seus detratores “podem resmungar e latir”, uma vez que o posicionamento de “transfóbicos e ignorantes” seria “a última coisa que importa”.