
O senador, Sergio Moro, deve confirmar em breve sua migração para o Partido Liberal (PL) com o objetivo de concorrer ao Palácio Iguaçu nas eleições de outubro. O laço polítio foi selado após diversos encontros com expoentes da legenda, entre eles o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, e Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato ao cargo de Presidente da República.
A engenharia partidária teve o aval do deputado federal, Filipe Barros, um dos principais articuladores do movimento. Dentro do trato estabelecido, Moro se compromete a garantir suporte e palanque em solo paranaense para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Essa estratégia visa consolidar o domínio do PL no Paraná, estado que figura como um dos distritos eleitorais mais influentes da federação.
Diante da ausência de garantias por parte do União Brasil para encabeçar a disputa pelo governo estadual, o ex-juiz decidiu buscar viabilidade no PL. A assinatura da ficha de filiação é aguardada para os próximos dias, enquanto as lideranças locais formatam a chapa e buscam novas coalizões regionais.
A entrada na sigla simboliza o retorno de Moro à órbita política de Jair Bolsonaro. Vale lembrar que o senador ocupou o Ministério da Justiça entre 2019 e 2020, mas rompeu com a gestão na época. O afastamento ocorreu após ele denunciar uma suposta interferência na Polícia Federal (PF), episódio que gerou um racha público e ruidoso entre as partes.
O rearranjo ganha força em um momento de indefinição sobre o protagonismo no Paraná, uma vez que o governador Ratinho Júnior deve se alinhar a outro eixo político no plano nacional. O PL pretende, com isso:
Blindar a unidade da direita para evitar a fragmentação do eleitorado;
Lançar candidaturas competitivas para o Legislativo Federal.
Pesquisas de intenção de voto mais recentes apontam que Moro sustenta uma posição de destaque, figurando entre os nomes com maior potencial de vitória na corrida pelo governo do estado.