
Vanessa Ferreira, viúva e inventariante do espólio de Claudinho, utilizou suas redes sociais para publicar um contundente comunicado oficial. No documento, ela aponta que a família enfrenta, há anos, uma barreira para acessar informações claras sobre a exploração econômica das obras do cantor.
Segundo o comunicado, editoras ligadas ao DJ Marlboro não estariam realizando a devida prestação de contas e o repasse financeiro referente aos direitos autorais das composições. "Infelizmente, essa também é uma realidade enfrentada por nossa família. Mesmo após anos, não temos acesso claro às informações relativas à exploração econômica das obras, tampouco à devida prestação de contas e repasse financeiro", diz um trecho da nota assinada pela Família Claudinho.
Vanessa ressalta que o movimento não é isolado. Ela se solidariza com outros artistas e compositores que recentemente também levantaram questionamentos sobre a gestão de direitos autorais no setor. Para a herdeira, a questão vai além do valor financeiro: trata-se de direitos patrimoniais e, acima de tudo, do respeito à memória e ao legado artístico de Claudinho.

A dupla Claudinho e Buchecha revolucionou o mercado fonográfico ao levar o funk para o topo das paradas das rádios e dos programas de TV, com letras que falavam de amor e cotidiano de forma leve. Até hoje, as músicas são executadas diariamente em plataformas de streaming, festas e trilhas sonoras, o que torna a fiscalização desses direitos uma peça-chave para a manutenção da história da música nacional.
A Família Claudinho encerra o comunicado reafirmando que seguirá firme na busca por esclarecimentos e pela garantia dos direitos que lhes são devidos por lei. O espaço permanece aberto para que os administradores mencionados apresentem suas versões sobre os fatos relatados.