Cogitado para vice nas eleições 2026, Caiado declara: “Não seria compatível”

Questionado sobre a posição, governador disse que estilo e trajetória não tem relação com a posição secundária na chapa presidencial

23/03/2026 às 11h32
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ronaldo Caiado - Reprodução: Lucas Diener/Divulgação/VEJA
Ronaldo Caiado - Reprodução: Lucas Diener/Divulgação/VEJA

A postura do Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), em relação às eleições de 2026 é de total autonomia. Durante a etapa da MotoGP sediada em Goiânia no último domingo (22), o político rechaçou qualquer possibilidade de figurar como vice em uma composição eleitoral, esfriando as recentes investidas de Gilberto Kassab, que tentava costurar uma aliança entre o goiano e Ratinho Júnior.

Caiado enfatizou que seu histórico público é pautado pelo protagonismo e pela liderança direta, características que, segundo ele, inviabilizam uma posição de coadjuvante.

“O Ronaldo Caiado nunca disputou e nunca se colocou pra vice. É o meu perfil! Não posso de maneira nenhuma ser um vice porque tenho um estilo que tenho certeza que não seria compatível com a minha história e minha maneira de fazer política. Sempre deixei isso muito claro na minha vida. Tenho o maior respeito por aquele que for escolhido mas jamais me colocando na condição de vice. Isso não é a posição do Ronaldo Caiado”.

Ao mirar o horizonte pós-mandato, o governador revelou planos de atuar como um articulador de peso para consolidar a hegemonia de seu grupo. Sua meta é audaciosa: eleger uma bancada robusta composta por dois senadores, 14 representantes federais e 36 estaduais.

A transição de comando já tem data e nome: em abril, Daniel Vilela (MDB) assume o governo estadual e ficará responsável por dar continuidade às tratativas para atrair novos eventos internacionais ao Autódromo Ayrton Senna, após o sucesso da prova vencida por Marco Bezzecchi.

Apesar de ser frequentemente lembrado como um nome forte para a Presidência da República, Caiado ainda mantém o mistério sobre seu destino nas urnas. Embora o Executivo Federal seja o caminho mais comentado, aliados não descartam que ele possa buscar uma cadeira na Câmara dos Deputados para manter sua influência no Congresso Nacional.

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