
Em um movimento que pegou o cenário político de surpresa na noite desta segunda-feira (23), Cláudio Castro (PL) anunciou sua renúncia ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro. A decisão ocorre apenas 24 horas antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia resultar na cassação de seu mandato e em sua inelegibilidade.
Durante cerimônia oficial no Palácio Guanabara, Castro oficializou sua saída afirmando que o movimento visa "novos projetos" políticos, confirmando sua pré-candidatura ao Senado. Em seu discurso, o agora ex-governador elencou o que considera as principais marcas de sua gestão, com foco na segurança pública e nos índices de votação que o elegeram em 2022.
"Saio com a cabeça erguida e extremamente grato. Essa cadeira foi o ápice da minha carreira e liderei o estado com orgulho nos últimos seis anos", declarou.
A renúncia antecipada é lida por analistas e aliados como uma estratégia para manter influência sobre a sucessão estadual e tentar mitigar os efeitos do julgamento no Distrito Federal. No TSE, o placar já soma 2 a 0 pela sua condenação por abuso de poder econômico e político no caso Ceperj. Com a vacância do cargo, o rito sucessório será o seguinte: Governo Interino: Assume o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto de Castro. Eleição Indireta: Dentro de 30 dias, os 70 deputados da Alerj escolherão o novo governador que cumprirá o "mandato-tampão" até o final de 2026.
Caso Castro aguardasse a cassação pelo tribunal para deixar o posto, o estado poderia ser obrigado a realizar eleições diretas extraordinárias, o que retiraria das mãos da Assembleia Legislativa o controle sobre o próximo ocupante da cadeira.