
Com a saída de Cláudio Castro do cargo de Governador do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (23), o comando do Executivo fluminense passou, de forma temporária, às mãos de Ricardo Couto de Castro. O magistrado assume o posto em um momento de transição, trazendo consigo uma bagagem jurídica acumulada desde que iniciou sua jornada no Judiciário, em 1992.
Antes de chegar à cúpula do tribunal, Couto percorreu diversas instâncias da Justiça estadual. Sua experiência abrange desde o cotidiano das varas criminais e de família até questões complexas de fazenda pública, com passagens marcantes por municípios como Niterói e São João de Meriti.
Gestão Judiciária: No início dos anos 2000, contribuiu diretamente com a Corregedoria-Geral da Justiça.
Ascensão ao Desembargo: Em 2008, alcançou o posto de desembargador, consolidando sua atuação na 4ª Câmara de Direito Público.
Liderança de Classe: Entre os anos de 2021 e 2025, esteve à frente da Mútua dos Magistrados, além de integrar o Conselho da Magistratura.
Em um pleito decisivo ocorrido em novembro de 2024, ele garantiu a presidência da Corte fluminense com 116 votos, vencendo a disputa contra o colega Luiz Zveiter.
Aos 61 anos, o atual governador interino é um entusiasta da vida acadêmica. Graduado pela UERJ e pós-graduado pela Universidade de Coimbra, ele transpõe o conhecimento técnico para as salas de aula da FGV e da EMERJ, onde coordena o setor de Direito Administrativo. Pai de dois filhos e casado, ele também é peça-chave no recrutamento de novos juízes, integrando bancas examinadoras de concursos.
Sendo o primeiro substituto legal na ordem sucessória, Ricardo Couto permanecerá na chefia do Estado até que a Assembleia Legislativa (ALERJ) realize uma votação indireta. Essa sessão extraordinária escolherá quem conduzirá o Rio de Janeiro até o encerramento oficial do mandato vigente.