
A cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a se reunir nesta terça-feira (24), para deliberar sobre os recursos que pedem a anulação dos mandatos e a suspensão dos direitos políticos de figuras centrais do Rio de Janeiro. Estão no centro do debate o ex-governador, Cláudio Castro (PL), seu antigo vice, Thiago Pampolha (MDB), e o parlamentar Rodrigo Bacellar (União Brasil), que se encontra licenciado do comando da Alerj.
As investigações debruçam-se sobre indícios de excessos nos âmbitos político e financeiro durante o pleito de 2022. Até o fechamento da última sessão, o placar favorece a punição, com os votos favoráveis à cassação proferidos pela relatora, ministra Isabel Gallotti, e pelo ministro Antonio Carlos Ferreira. Os trabalhos serão reiniciados às 19h, com a apresentação do voto-vista de Nunes Marques, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Antecipando-se ao desfecho jurídico, Castro oficializou sua saída do cargo nessa última segunda-feira (23). O movimento, que já era debatido nos bastidores, ocorreu na véspera do veredito do Tribunal.
A saída conjunta do governador e a ausência de um vice-governador em exercício empurram o estado para um cenário atípico: a necessidade de escolher um governante "tampão". O processo ocorrerá por meio de uma escolha indireta, já que não há ocupantes na linha imediata de sucessão definitiva.
Neste modelo, o colégio eleitoral é formado pelos próprios deputados estaduais. O rito deve ser disparado pela liderança em exercício no Palácio Guanabara em um prazo de até 48 horas após a vacância, culminando em uma assembleia pública e extraordinária. A previsão é que a nova definição de comando ocorra dentro de 30 dias.
As acusações que pesam sobre o ex-governador sugerem a utilização de verbas estaduais para a contratação de pessoal temporário, que teria atuado como cabos eleitorais durante o período de campanha.
O caso jurídico, que também envolve Bacellar e Pampolha, teve novo fôlego no último dia 10. Com o placar momentâneo de 2 a 0 pela condenação, as atenções se voltam agora para a retomada do julgamento amanhã, dia 24 de março, após a interrupção solicitada por Kássio Nunes Marques.