CEO da Fictor, Rafael Góis, é alvo da PF por fraudes de R$500 milhões; entenda

A justiça determinou a execução de 43 busca-apreensão e 21 prisões preventivas, das quais 13 já foram efetuadas

25/03/2026 às 12h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Ramsey Cardy/Web Summit via Sportsfile via Getty Images
Reprodução: Ramsey Cardy/Web Summit via Sportsfile via Getty Images

Com foco em desmantelar uma rede criminosa especializada em fraudes bancários, a Polícia Federal (PF) deu início à Operação Fallax nas primeiras horas desta quarta-feira (25). A ofensiva ocorre simultaneamente em três estados, visando desestruturar golpes que vitimaram a Caixa Econômica Federal e podem ter causado um prejuízo superior a R$ 500 milhões.

A justiça determinou a execução de 43 busca-apreensão e 21 prisões preventivas, das quais 13 já foram efetuadas. No centro do inquérito figuram nomes conhecidos do setor empresarial:

  • Rafael Góis (foto de destaque): Presidente executivo do Grupo Fictor e alvo de buscas hoje.

  • Luiz Rubini: Ex-sócio da mesma holding (com interesses em infraestrutura, alimentos e finanças). Rubini é lembrado pelo episódio envolvendo o Banco Master, onde tentou adquirir a cota de Daniel Vorcaro antes da intervenção do Banco Central em novembro passado.

Conexões Criminosas e Modus Operandi

A investigação revela um cenário alarmante: a estrutura financeira do Grupo Fictor teria sido compartilhada com membros da facção Comando Vermelho (CV) para a circulação de dinheiro ilícito.

O grupo operava através de:

  1. Cooptação: Funcionários de bancos inseriam dados inverídicos nos sistemas para liberar saques e transferências.

  2. Lavagem: O montante desviado era convertido em ativos digitais (criptomoedas) e itens de luxo.

  3. Fachadas: Empresas fictícias eram usadas para mascarar o rastro do dinheiro.

Os mandados, oriundos da Justiça Federal de São Paulo, abrangem cidades como Rio Claro, Limeira e Americana, além de localidades no Rio de Janeiro e na Bahia. Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, foram autorizados:

  • Bloqueio de bens e contas bancárias até R$ 47 milhões.

  • Quebra de sigilo fiscal e bancário de diversos suspeitos e empresas.

  • Apreensão de veículos e imóveis.

Os envolvidos enfrentam acusações que vão de corrupção e gestão fraudulenta a organização criminosa. Se condenados, as penas acumuladas podem ultrapassar 500 anos de reclusão.

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