Lula quer firmar parceria com os EUA para exploração de terras raras no Brasil

Ao analisar o tensionamento geopolítico e comercial entre o Ocidente e a Ásia, o chefe de Estado externou o anseio de que o comandante da Casa Branca, Donald Trump, encerre as hostilidades com o governante da China, Xi Jinping, e direcione investimentos ao mercado nacional

19/05/2026 às 14h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Ricardo Stuckert/PR
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

O mandatário Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, no início desta semana (18), o desejo de engajar a Casa Branca em acordos de cooperação voltados à exploração de terras raras em solo nacional.

Ao analisar o tensionamento geopolítico e comercial entre o Ocidente e a Ásia, o chefe de Estado externou o anseio de que o comandante da Casa Branca, Donald Trump, encerre as hostilidades com o governante da China, Xi Jinping, e direcione investimentos ao mercado nacional.

"Estamos nos tempos das terras raras. A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência para a gente dar um salto de qualidade e ver se num curto espaço de tempo a gente faz o Trump parar de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós para que a gente possa explorar aqui", afirmou Lula.

O líder brasileiro asseverou que a cadeia produtiva desses insumos fundamentais deve se consolidar localmente, salvaguardando a autonomia institucional do país.

"Aqui pode vir quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras raras são nossas. Vamos explorar aqui dentro", defendeu.

A fala do presidente ocorreu no transcorrer da solenidade de inauguração de quatro novas estações de pesquisa do acelerador de partículas Sirius, sediado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

Conforme dados da assessoria presidencial, as novas estruturas vão impulsionar a infraestrutura de inovação do país em setores vitais, abrangendo o complexo industrial da saúde, transição energética, agronegócio sustentável, ciências climáticas e novos insumos industriais.

O complexo científico atua de forma análoga a um “supermicroscópio” desenhado para escrutinar arranjos em dimensões atômicas, subsidiando descobertas disruptivas de ponta. Praticamente a totalidade de sua cadeia de suprimentos, entre 85% e 90%, foi concebida ou fabricada por indústrias instaladas em território brasileiro.

A solenidade contou também com a participação da chefe da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

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