
Aguinaldo Silva está de volta e não entrará na fila de espera. Depois do sucesso de "Três Graças", o autor vai repetir a parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva em uma nova novela das nove, prevista para setembro de 2027.
Segundo a Coluna Play, do jornal O Globo, ele conquistou a vaga que estava destinada a Bruno Luperi ou Manuela Dias.
A trama deve entrar no ar depois da continuação de "Avenida Brasil", que ocupará o lugar de "Quem ama cuida" a partir de janeiro. Ainda não há informações sobre o projeto, uma vez que a sinopse está em desenvolvimento, mas já existe a certeza de que os três Silva estarão juntos novamente.
Os autores, inclusive, renovaram seus contratos depois da repercussão positiva da saga de Gerluce (Sophie Charlotte), produção que marcou a volta de Aguinaldo e cativou público e crítica.
Trata-se, portanto, de uma revanche profissional na carreira do novelista pernambucano.
Depois do impacto negativo de "O sétimo guardião", em 2018, ele deixou de ter vínculo fixo com a Globo. Para alguém que, durante décadas, esteve entre os principais nomes responsáveis pelas novelas do horário nobre da emissora, a mudança foi bastante significativa.
Só que o tempo, assim como a dramaturgia, sabe escrever boas reviravoltas.
Ele voltou ao canal carioca e, em vez de apenas cumprir mais um trabalho, recuperou espaço.
Afinal, estamos falando de um autor que criou personagens e histórias que permanecem na memória popular e que venceu dois Emmys Internacionais: um pela novela portuguesa "Laços de sangue" (2011), na qual atuou como supervisor, e outro por Império (2015).
E não para por aí.
Além da nova novela, ele apresentou à emissora dos Marinho "Menina má", série que pretende contar a origem de Nazaré Tedesco, personagem eternizada por Renata Sorrah em "Senhora do destino". O projeto ainda está em análise, mas mostra que o dramaturgo não para de pensar em novas histórias.
Aos 83 anos, parece ter encontrado uma resposta bastante elegante para quem imaginava que sua trajetória na Globo havia chegado ao fim.
P.S.: Aos noveleiros raiz, uma curiosidade: em 2012, "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro, entrou no lugar de "Fina estampa", de Aguinaldo Silva. Quinze anos depois, é Aguinaldo quem substituirá a continuação da trama de João Emanuel. Mais uma dobradinha de sucesso?