
Uma nova rodada de dados da AtlasIntel, publicada nesta terça-feira (19), indica que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) detém o menor índice de rejeição política entre os potenciais nomes de sua família cotados para a disputa presidencial.
Enquanto a líder do PL Mulher contabilizou 45,6% de reprovação, o ex-mandatário Jair Bolsonaro cravou 49,1%. O patamar mais acentuado de desgaste recai sobre o atual pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que passou a ser rejeitado por 52% dos cidadãos após a divulgação pública de diálogos mantidos entre o parlamentar e o investidor Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
No levantamento, a amostragem de eleitores foi submetida ao seguinte questionamento institucional: “Em qual dos políticos listados abaixo você não votaria de jeito nenhum?”.
Abaixo, a configuração das taxas de veto do eleitorado:
Flávio Bolsonaro (PL): 52%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 50,6%
Jair Bolsonaro (PL): 49,1%
Michelle Bolsonaro (PL): 45,6%
Romeu Zema (Novo): 42,2%
Fernando Haddad (PT): 39,9%
Ronaldo Caiado (PSD-GO): 38%
Renan Santos (Missão): 37,8%
Não rejeitam nenhum dos nomes: 0,9%
Na simulação de largada em que a ex-primeira-dama assume o posto de candidata no lugar do enteado, ela capta 23,4% das intenções de voto. Essa pontuação assegura a Michelle o segundo lugar geral, posicionando-se atrás unicamente do atual presidente Lula e superando os demais concorrentes do espectro conservador.
A inclusão do nome de Michelle nas discussões sucessórias ganhou força após o vazamento das mensagens em que Flávio Bolsonaro solicita aportes financeiros a Daniel Vorcaro, pivô das investigações que envolvem inconsistências no Banco Master.
A percepção popular sinaliza um impacto profundo na viabilidade do projeto político do senador: para 64% dos brasileiros consultados, o diálogo no qual Flávio cobra fundos para viabilizar a produção da obra cinematográfica “Dark Horse” minou a estrutura de sua postulação ao Planalto.
A sondagem, conduzida de forma conjunta pela AtlasIntel e Bloomberg, realizou o trabalho de campo no período de 13 a 18 de maio. Foram colhidos os depoimentos e dados de 5.032 cidadãos adultos em todo o território nacional. A margem de erro estimada do estudo é de 1 ponto percentual, operando tanto para patamares superiores quanto inferiores, sob um nível de confiança fixado em 95%.
O relatório completo foi devidamente catalogado junto à Justiça Eleitoral e atende pelo protocolo oficial BR-06939/2026.