
Oruam voltou ao centro de uma nova polêmica judicial. Segundo informações divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, o cantor pode se tornar alvo de um novo pedido de prisão preventiva em um processo que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo.
O caso é diferente daquele que, em fevereiro deste ano, resultou na revogação de um habeas corpus concedido ao artista. Desta vez, a situação envolve uma ação criminal em que Oruam virou réu por disparo de arma de fogo.
O episódio aconteceu em 2024 e ganhou repercussão após o próprio rapper compartilhar imagens nas redes sociais. Segundo o processo, o artista teria efetuado um disparo com uma espingarda calibre 12 durante uma festividade, na presença de outras pessoas.
Após a denúncia, a Justiça iniciou tentativas para citar oficialmente o cantor, buscando garantir sua defesa no processo. No entanto, de acordo com manifestação apresentada pelo Ministério Público em 5 de maio, as tentativas teriam sido frustradas.
O promotor de Justiça Alan Carlos Reis Silva, da 2ª Vara Judicial da Comarca de Santa Isabel, afirmou que Oruam estaria foragido após descumprir medidas relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica em outro processo criminal, ligado a uma investigação sobre tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
Na manifestação, o representante do Ministério Público alegou que o paradeiro desconhecido do rapper pode comprometer o andamento da ação e dificultar a aplicação da lei em caso de eventual condenação. Por isso, pediu a decretação da prisão preventiva no processo envolvendo o disparo de arma de fogo.
Apesar disso, o pedido não tem relação direta com o mandado de prisão já existente contra o artista em outro caso.
A defesa de Oruam se pronunciou em 14 de maio e argumentou que ainda existem outras formas legais de realizar a citação do cantor. Os advogados também negaram a autoria e a materialidade do crime, pedindo o arquivamento da ação.
Além disso, a equipe jurídica afirmou que o rapper estaria colaborando com a Justiça ao constituir defesa no processo. Os representantes do artista também alegaram que ele estaria sendo perseguido “pelo simples fato” de ser filho de Marcinho VP. Enquanto o caso segue em andamento, a juíza responsável determinou que a defesa apresente um endereço atualizado do cantor.