Brasil e Eua fazem 1ª reunião sobre tarifas após encontro na Casa Branca; entenda

Segundo o emissário de Washington, o diálogo aconteceu por videoconferência e teve como propósito “para dar seguimento à reunião de 7 de maio entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na Casa Branca”

20/05/2026 às 16h27
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Terra
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Reprodução: Ricardo Stuckert/PR
Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

O principal negociador comercial da administração norte-americana, Jamieson Greer, comunicou no fim de terça-feira (19) que realizou a rodada inicial de tratativas com o titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa. O foco do debate esteve voltado para a imposição de taxas alfandegárias e a cooperação mercantil entre as duas nações.

Segundo o emissário de Washington, o diálogo aconteceu por videoconferência e teve como propósito "para dar seguimento à reunião de 7 de maio entre o Presidente Trump e o Presidente Lula na Casa Branca".

Em suas redes sociais, Greer expressou otimismo com os primeiros passos da negociação:

"Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para progredir em questões comerciais e aguardo com expectativa discussões contínuas".

A conferência bilateral ocorreu exatamente 12 dias depois que o chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, foi recebido pelo mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, na sede do governo americano.

Articulações Econômicas na Europa e Prazos

No mesmo dia, o ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, cumpriu agenda em Paris com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Esse intercâmbio ocorreu de forma paralela aos compromissos oficiais da cúpula de ministros das Finanças do G7, em Paris.

Ao conversar com os jornalistas, Durigan classificou o encontro como "muito boa" e demonstrou estar "confiante" de que o intervalo de um mês estipulado pelos presidentes das duas potências para equacionar os tributos de importação sobre os artigos brasileiros será plenamente respeitado.

Em declarações concedidas ao periódico norte-americano The Washington Post, veiculadas no domingo passado (17), o líder petista ponderou que a afinidade individual com o chefe da Casa Branca pode amenizar o risco de sobretaxas e barreiras financeiras, servindo também como indutor de aportes de capital externo e preservação da estabilidade democrática nacional.

O chefe de Estado brasileiro detalhou como equilibra a diplomacia e as convicções ideológicas:

"Trump sabe que me oponho à guerra com o Irã, discordo de sua intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que está acontecendo na Palestina. Mas minhas divergências políticas com Trump não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado. O que eu quero é que ele trate o Brasil com respeito, entendendo que sou o presidente democraticamente eleito aqui".

A publicação norte-americana ressaltou que o governante do Brasil encara essa proximidade de maneira pragmática. Explicando seu método de aproximação com o homólogo norte-americano, ele pontuou: "Se eu conseguir fazer Trump rir, posso alcançar outras coisas também", arrematando com a visão de que "Não dá para simplesmente desistir".

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