Bianca Andrade abre o jogo e revela luta contra vício: “Me sentia uma pessoa horrorosa”

Influenciadora contou que não conseguia assistir séries, ler livros e nem ficar totalmente presente com o filho por conta da dependência das telas

22/05/2026 às 17h44
Por: Mateus Pereira
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Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

Bianca Andrade, a "Boca Rosa", abriu o coração ao falar sobre o vício em celular que marcou sua vida durante anos. Em participação no podcast “Cá Entre Nós”, comandado por Fátima Bernardes, a influenciadora revelou que chegou a desenvolver depressão e transtorno de ansiedade generalizada em meio à rotina intensa nas redes sociais.

A empresária contou que a relação excessiva com o celular começou ainda na adolescência, quando iniciou a carreira como influenciadora digital. Segundo ela, o aparelho se tornou praticamente uma extensão do trabalho e acabou afetando até tarefas simples do dia a dia:

Eu não tinha essa noção desse vício que eu tinha. Pra você ter uma ideia, eu passei a minha vida inteira sem conseguir assistir uma série, sem conseguir ler um livro. Porque eu começava uma série, o celular (começava a tocar). Eu trabalhava desde os 16 anos. Na época, meu trabalho era o celular.

Bianca ainda contou que se sentia deslocada ao perceber que amigas conseguiam manter hábitos que ela não conseguia acompanhar:

Me sentia um peixe fora d’água. Minhas amigas estavam assistindo séries, estavam lendo livros, e por um acaso eu não conseguia, me sentia uma pessoa horrorosa.

A influenciadora explicou que começou a enxergar a gravidade da situação após ler o livro “Foco Roubado”, de Johann Hari. Segundo ela, a obra foi um divisor de águas para compreender os efeitos das redes sociais e do excesso de estímulos digitais:

O celular vira uma droga, ele empilha dopamina em cima de dopamina, te deixa estressado, faz perder a noção do tempo. O celular foi feito para viciar a gente e é importante a gente ter essa consciência. Eu não tinha.

Outro ponto decisivo na mudança de vida foi o nascimento do filho, Cris, de 4 anos. Bianca admitiu que, mesmo estando fisicamente ao lado da criança, não conseguia se desconectar mentalmente das obrigações digitais:

Eu não conseguia ficar presente com o meu filho. Eu ficava com ele, mas minha cabeça estava pensando que eu precisava mandar mensagem pra fulano, ciclano. Meu cérebro virou esse cérebro de alta vigilância o tempo todo

Ao final do relato, Boca Rosa revelou e lamentou que passou anos enfrentando problemas emocionais:

Passei anos da minha vida assim, fui diagnosticada com depressão, com transtorno de ansiedade generalizada (TAG), tinha medo de tudo.

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