Lula afirma que Lava Jato foi “maior mentira do século” no país

O mandatário argumentou que a ofensiva contou com o incentivo dos veículos de imprensa, ressaltando que a dupla formada por Moro e Dallagnol falhou em apresentar evidências concretas para sustentar os delitos denunciados ao longo da apuração

25/05/2026 às 13h27
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Reprodução: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Em conversa concedida à Empresa Brasil de Comunicação, o chefe do Executivo federal, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificou a Operação Lava Jato como “a maior mentira do século 21” em solo brasileiro. O petista teceu severas críticas à postura do ex-magistrado Sergio Moro (PL-PR) e do antigo procurador Deltan Dallagnol (Novo), sustentando que o desdobramento da iniciativa causou o colapso de companhias nacionais e a extinção de postos de trabalho.

O mandatário argumentou que a ofensiva contou com o incentivo dos veículos de imprensa, ressaltando que a dupla formada por Moro e Dallagnol falhou em apresentar evidências concretas para sustentar os delitos denunciados ao longo da apuração.

“A Lava Jato foi a grande mentira do século 21 desse país que os meios de comunicação fomentaram em torno de dois postos chamados Moro e Dallagnol e que depois não provaram nada”, enfatizou o presidente.

A iniciativa, deflagrada em 2014 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, focou em apurar redes de suborno e ocultação de bens ligadas à Petrobras, além de envolver construtoras e agentes políticos. O desenrolar do caso culminou em uma vasta lista de sentenças condenatórias, incluindo a detenção de Lula em 2018. Posteriormente, o STF invalidou sentenças contra o petista, identificando vícios processuais na atuação dos responsáveis pelos inquéritos.

Lula ainda apontou prejuízos à economia nacional, argumentando que o combate a ilícitos deveria priorizar a responsabilização de indivíduos sem inviabilizar o funcionamento das organizações.

“Quebraram muitas empresas porque aqui o objetivo era quebrar as empresas”, pontuou. Conforme o petista, aproximadamente 4 milhões de vagas de emprego foram eliminadas por causa da operação. “Foi tudo aquilo a serviço de quem?”, indagou.

O presidente igualmente reprovou a forma como os grandes veículos de informação retrataram o processo, lamentando a ausência de retratação por parte da mídia quanto a possíveis falhas. “Eu não vi ninguém pedir desculpa”, salientou.

No decorrer do diálogo, Lula ponderou que a sequência ininterrupta de escândalos denunciados afasta o eleitorado da vida pública e fomenta o descrédito em relação às esferas democráticas.

“O que o povo vai gostar de política se vê 80% de mentira na televisão?”, disparou.

Apesar dos apontamentos negativos, o presidente assegurou fomentar a entrada de novos quadros na política, pregando uma presença mais ativa da cidadania dentro das agremiações partidárias.

Por fim, o petista revelou uma mudança em seu posicionamento a respeito do financiamento público de legendas e pleitos, ponderando que tais ferramentas alimentaram um quadro de “promiscuidade” na estrutura política. “Eu era favorável ao fundo partidário. Hoje eu sou contra”, encerrou.

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