Tarcísio no lugar de Flávio na corrida presidencial? Entenda regra

Tarcísio encontra-se vetado juridicamente de pleitear a Presidência, uma vez que não se desvinculou do governo estadual no período estipulado para a desincompatibilização exigida para a candidatura a um posto distinto

25/05/2026 às 15h18
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Redes Sociais
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Diante das turbulências que cercam a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), motivadas por seus vínculos com o ex-investidor Daniel Vorcaro, do Banco Master, a figura do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reemergiu como uma possível solução para o campo conservador. Contudo, o gestor de São Paulo está tecnicamente impossibilitado de encabeçar uma chapa à Presidência na atual disputa.

Tarcísio encontra-se vetado juridicamente de pleitear a Presidência, uma vez que não se desvinculou do governo estadual no período estipulado para a desincompatibilização exigida para a candidatura a um posto distinto. Tal obrigatoriedade é estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“O afastamento deveria se dar no prazo de até seis meses antes da eleição. Como não aconteceu, o governador só poderá concorrer à reeleição ao mesmo cargo”, explica o jurista Guilherme Barcelos, especialista em direito eleitoral, ao Metrópoles.

Segundo as normas do pleito, 4 de abril foi a data derradeira para que siglas e coligações registrassem seus estatutos junto à Corte Eleitoral, bem como o prazo final para o estabelecimento do domicílio eleitoral.

Vale recordar que, em 2026, a votação da primeira rodada está marcada para 4 de outubro. No dia, cada cidadão brasileiro depositará seu sufrágio para seis esferas de poder: presidente, legisladores federal e estadual, duas vagas para o Senado e o governo regional.

O impacto nas sondagens

A exposição dos elos entre Flávio e o proprietário do Banco Master, que teria encaminhado, no mínimo, R$ 61 milhões a um fundo ligado aos Bolsonaro nos Estados Unidos, supostamente para custear o longa-metragem Dark Horse, gerou um impacto severo na caminhada do herdeiro do antigo governante. O contrato entre o postulante e Vorcaro estimava um aporte que alcançaria R$ 134 milhões.

O caso tem fomentado a redução das intenções de voto no senador, conforme indicam as análises mais recentes. O estudo do Datafolha publicado na sexta-feira (22) situou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou 43% no embate final do pleito de 2026. A amostragem demonstra que o petista estabeleceu uma dianteira de quatro pontos sobre o filho de Jair Bolsonaro (PL).

Em aferição anterior, efetuada entre 12 e 14 de maio, o chefe do Executivo e o parlamentar apresentavam um cenário de paridade, ambos com 45% na fase decisiva.

A AtlasIntel/Bloomberg, em levantamento de terça-feira (19), igualmente evidenciou a ampliação da liderança do presidente Lula (PT) perante Flávio, registrando um recuo de cinco pontos do representante do PL na rodada inicial e seis pontos no confronto final: 41,8% frente a 48,9%. Na consulta de abril, os dois figuravam em situação de empate técnico, com Flávio atingindo 47,8% contra 47,5% do petista.

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